domingo, 25 de março de 2012

Defesa das florestas e valor agregado socioambiental presentes nas discussões do Fórum Mundial de Sustentabilidade


 

  • No encerramento do evento, foi firmado compromisso do LIDE de mobilizar a sociedade por uma legislação que garanta o desenvolvimento sustentável

A ativista social e ambiental, Bianca Jagger, abordou o tema "Desenvolvimento sustentável e direitos humanos" dentro dos debates do 3o Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus. Ela lembrou que a Amazônia é um tesouro extraordinário, o lar de várias espécies e já perdemos 754 km2 da floresta amazônica. Bianca defendeu o investimento em energias sustentáveis. "Não podemos sacrificar as gerações atuais e futuras em prol do desenvolvimento".

Virgílio Viana, superintendente geral do FAS – Fundação Amazonas Sustentável, apresentou a palestra "REDD+: uma alternativa para empresas e comunidades". Para ele, o desafio é parar o desmatamento da Amazônia. "Ninguém desmata porque é burro, mas porque são inteligentes, racionais e porque querem melhorar de vida. A lógica é fazer com que o desenvolvimento econômico seja a favor da floresta e não contra".

Já Almir Suruí, Chefe do Povo Indígena Paiter Suruí (Rondônia), falou sobre "A economia verde e os povos da floresta", lembrando que as políticas públicas e privadas não chegam às comunidades em que deveriam. Suruí conclamou os empresários para participar da criação de um modelo de desenvolvimento da Amazônia.

Oskar Metsavaht, estilista e empresário, fundador e presidente da grife Osklen, abordou a "Sustentabilidade e a indústria do desejo". Para ele, a população brasileira precisa melhorar de vida. "O Brasil precisa se desenvolver economicamente e tem espaço enorme, para se tornar um país desenvolvido, igualitário na renda e de maneira sustentável". Para Metsavaht, um entrave é a falta de projeto de branding. "Enquanto não tivermos valor agregado, vamos continuar apenas vendedores de commodities e falando apenas de caridade". "Temos que mostrar que é mais interessante comprar produtos sustentáveis do Brasil do que de marcas famosas dos Estados Unidos, de mão de obra barata da China".

No encerramento, João Doria Jr., presidente do LIDE – Grupo de Líderes Empresarias, leu a Carta do Amazonas. Nela o LIDE firma o compromisso de mobilizar a sociedade brasileira pela aprovação de uma legislação nacional de pagamentos por serviços ambientais, reconhecendo este mecanismo como fundamental para garantir o desenvolvimento sustentável. Também destaca outros itens importantes para o tema. 

A íntegra da carta está em www.lidebr.com.br

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