domingo, 21 de agosto de 2011

Governo de Sergipe investirá quase R$ 1 milhão na recuperação de nascentes

O termo de parceria foi assinado na manhã desta sexta, 19, entre o secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, e o presidente da Sociedade Semear, Carlos Brito

Preocupado com a produção e a qualidade da água para o abastecimento humano, o Governo do Estado de Sergipe vai investir cerca de um milhão de reais em preservação de nascentes, com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Funerh). O termo de parceria foi assinado na manhã desta sexta-feira, 19, entre o secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, e o presidente da Sociedade Semear, Carlos Brito, durante café da manhã na Sociedade Semear.

O termo de parceria na ordem de R$ 985 mil foi assinado durante o lançamento da segunda etapa do projeto “Adote um Manancial”, que visa a recuperação de nascentes e matas ciliares localizadas às margens da sub-bacia hidrográfica do Rio Piauitinga, contemplando os municípios de Lagarto, Estância Boquim e Salgado. Contou com as presenças do prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro, vereadores, secretários municipais de meio ambiente, autoridades envolvidas com a área ambiental e representantes do Ministério Público Estadual.

Após assinatura de termo de parceria do Projeto “Adote um Manancial”, o secretário Genival Nunes destacou o valor do projeto para a população. “Aparentemente a iniciativa do projeto é uma ação tímida e que não é sentida agora. Mas cuidando das nascentes, dos rios e das bacias por meio da ação de reflorestamento de matas ciliares estamos cuidando da transposição de águas que abastecem os municípios. Estamos cuidando da produção da água que sai das nascentes e chega à casa de todos, para ela não faltar no amanhã”, justificou Genival Nunes, enfatizando o compromisso do governador Marcelo Déda com o meio ambiente.

Idealizador do Projeto Adote um Manancial, financiado pela Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, através do Funerh, com o apoio da Sociedade Semear, Universidade Federal de Sergipe e Ministério Público Estadual, o promotor do Ministério Público Estadual da Comarca de Lagarto, Antônio César Leite, disse que estava satisfeito com a sensibilidade do governo do Estado para as questões ambientais.

“Fui inicialmente o idealizador do Adote um Manancial, projeto o qual temia apoio do poder público. Inevitavelmente, num encontro de ações ambientais, me deparo em um órgão ambiental estadual com pessoas sérias e tão comprometidas com a causa, que é de grande importância. Somente em Lagarto já é possível sentir o impacto causado pela degradação dos cursos d’águas que alimentam a bacia do Piauitinga. Antes o município recebia 80% de água daquele rio, hoje recebemos apenas 60%. E a situação do município de Boquim é pior ainda”, alerta o promotor público reafirmando a importância do projeto.

O projeto

Na segunda fase do Adote um Manancial, que terá duração de dois anos, de 2011 a 2013, serão plantadas próximas as nascentes dos quatro municípios receptores do Piauitinga (Boquim, Estância, Salgado e Lagarto) 15 mil mudas de árvores de espécies nativas. Serão cerca de 7.500 por ano a serem plantadas, numa área de seis quilômetros. Além das ações de recuperação florestal, serão ainda executadas ações de educação ambiental, comunicação e mobilização comunitária no sentido de preservação do meio ambiente.Segundo a superintendente de Biodiversidade e Florestas da Semarh, Valdineide Santana, a continuidade do projeto irá oportunizar um maior envolvimento dos gestores municipais e da população com a causa. “As ações serão potencializadas com o engajamento de todos, prefeitos, líderes comunitários e da comunidade. O melhor fluxo da água, a partir da conservação das nascentes, bem como ainda a qualidade da mesma, depende da sensibilização de todos”, explicou.Na primeira fase do Adote um Manancial, de 2008 a 2010, foram diagnósticas 137 nascentes entre os municípios de Lagarto, Salgado, Boquim e Estância- que são os municípios contemplados pela ação do projeto. Durante os três últimos anos, segundo revelou diagnóstico produzido pela UFS, 90% das nascentes estão degradadas. Ou seja, apenas 10% foram consideradas preservadas. Destas, apenas 86 nascentes foram recuperadas. Para esse trabalho, o Governo de Sergipe investiu exatos R$ 406 mil.

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