Todos pela Natureza!

sábado, 22 de outubro de 2011

Rede de telescópios tira partido da “inteligência coletiva”




Projeto «Gloria» permite que internautas de todo o mundo investiguem astronomia a partir do seu computador

Projeto nasce da experiência do Observatório Astronômico de Montegancedo 

Uma rede mundial de telescópios robóticos à qual é possível acessar gratuitamente através da Internet e que permite a qualquer pessoa conectar-se e compartilhar tempo de observação está sendo desenvolvida num projeto europeu que acaba arrancar na Faculdade de Informática da Universidade Politécnica de Madrid (FIUPM).

 

O projeto chama-se «Gloria» (Global Robotic Telescopes Intelligent Array for e-Science) e será uma ferramenta para quem quiser investigar astronomia, seja através da utilização dos telescópios, seja analisando dados astronômicos disponíveis em bases de dados públicos. A duração do projeto será de três anos e custará 2,5 milhões de euros. 

O projeto nasce da experiência do Observatório Astronômico de Montegancedo, situado na FIUPM. Este foi o primeiro observatório astronômico do mundo com acesso livre e gratuito, controlado remotamente através de um software denominado Ciclope Astro, que será também utilizado pela rede mundial de telescópios.


Ciclope Astro fornece uma série de ferramentas que permitem realizar experiências astronômicas, criar cenários e controlar os telescópios e as câmaras. Francisco Sánchez, diretor do Observatório de Montegancedo, é também o coordenador deste projeto em que participam 13 associados da Rússia, Chile, Irlanda, Reino Unido, Itália, República Checa, Polônia e Espanha.

O primeiro dos 17 telescópios estará disponível na rede daqui a um ano. Todos eles vão partilhar o mesmo software. Além dos telescópios também serão desenvolvidas experiências de usuários, coordenadas por uma equipa da Universidade de Oxford, que criou o Galaxy Zoo iniciativa online que convida os seus membros a classificar galáxias.

Galaxy Zoo - Header Image

«Gloria» vai também organizar atividades escolares para atrair a atenção de novos usuários. O projeto propõe aglutinar pessoas de todo o mundo interessadas em astronomia com a finalidade de tirar partido da “inteligência coletiva” e potenciar a sua participação na investigação astronômica a partir da análise de dados e das próprias observações.

Observatório Astronômico de Montegancedo 

Peixes menos exigentes ultrapassam facilmente barreiras naturais



Estudo sobre características de espécies com capacidade de dispersão nos oceanos

Espécies em ambos os lados das barreiras são menos exigentes. "Porque é que algumas espécies de peixes vivem nos dois lados do Oceano Atlântico, mas a maioria não?" Para tentar compreender como é que novas populações se estabelecem através de barreiras marinhas, cientistas de vários países e instituições internacionais, entre os quais o investigador do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), analisaram as características biológicas de 985 espécies de peixes de recifes tropicais.

Um novo estudo, recentemente publicado na «Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences», que conta com a participação de Peter Wirtz, investigador do CCMAR, revela que quanto maiores forem os peixes de recife adultos e menos exigentes nas condições de habitat maior o sucesso em ultrapassar barreiras naturais que existem nos oceanos.

A investigação decorreu entre duas barreiras marinhas, o Oceano Atlântico e a pluma de água doce dos rios Amazonas-Orenoco, e demonstrou que a variação no modo de desenvolvimento larvar que se assumia estar relacionada com potencial de dispersão por migração, é afinal menos importante do que se pensava. Este estudo comparou as espécies bem-sucedidas no atravessamento daquelas barreiras com as que não conseguem fazê-lo, concluindo que há características dos peixes adultos que podem ser decisivas nesta dispersão.

As espécies que se encontram em ambos os lados destas barreiras naturais tendem a ter adultos maiores e são menos exigentes sobre o tipo de habitat que colonizam, comparativamente com as espécies que só se podem encontrar num dos lados das barreiras.

A capacidade de poderem ser transportadas com destroços flutuantes foi particularmente importante para atravessar a vasta extensão do Oceano Atlântico, ao passo que a capacidade para durante o percurso utilizarem habitats que não são recifes como “estações de serviço” foi importante nas espécies que cruzam a pluma dos rios Amazonas-Orenoco.

Tecnologia permite a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos




A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa) no estado do Rio de Janeiro, apresentou ontem (18/10/11), no município de São Sebastião do Alto, na região serrana do estado, o Tomatec. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela empresa para a produção de tomates sem resíduos de agrotóxicos.

No Sítio Rio Negro, onde foi feita a apresentação, estão plantados 2 mil pés de tomates, cultivados pelos pequenos produtores locais. O evento reuniu técnicos da Embrapa Solos e agricultores das regiões serrana, norte e noroeste do estado.

Segundo o engenheiro agrônomo José Ronaldo Macedo, pesquisador da Embrapa Solos, o tomatec é um sistema de produção que permite utilizar qualquer cultivar ou variedade de tomate. Ele se caracteriza pelo ensacamento das pencas, que garante que o fruto não fique contaminado por pragas nem por resíduos de agrotóxicos.


Não se trata, contudo, de produção orgânica, uma vez que existe, quando necessária, embora em escala reduzida, a aplicação de produtos químicos contra pragas, como defensivos agrícolas ou fungicidas, esclareceu.

Macedo explicou ainda que a tecnologia permite reduzir o custo dos produtores em cerca de 10%, ampliando a produtividade em até 30%. Ele avaliou que a redução no custo é um grande ganho, porque haverá aumento de produtividade e porque a ideia no futuro é que o produtor tenha esse produto valorizado. 

A tecnologia desenvolvida pela Embrapa Solos baseia-se em pontos que podem ser adotados por qualquer agricultor. Um deles é a introdução do sistema de plantio direto, que envolve rotação de culturas, para o solo não ficar contaminado por pragas e doenças que atingem o tomate.

A condução do tomate, ou tutoramento, é feita nessa tecnologia de forma vertical e não inclinada, como ocorre tradicionalmente, o que favorece a criação de um microambiente muito úmido próximo às plantas. Pelo tomatec, o tutoramento é feito com fitilhos que são usados uma vez e, depois, entram na rotação de culturas, como, por exemplo, a ervilha ou o feijão de corda.

Outro ponto reúne o uso da irrigação por gotejamento com a adubação. A essa técnica dá-se o nome de fertirrigação. Na produção tradicional de tomate, os produtores usam mangueira de duas polegadas. "É um sistema muito arcaico. Na fertirrigação, o produtor fica com o tempo de irrigar e adubar liberado para fazer outros tratamentos".

Em seguida, vem o manejo integrado de pragas. Duas vezes por semana, o agricultor percorre a lavoura, analisando um número pequeno de plantas. Ele anota as doenças encontradas e, ao final do monitoramento, quantifica as pragas. "Se houver necessidade, aplica o inseticida ou fungicida". O agrônomo da Embrapa Solos destacou que como as pencas deverão estar ensacadas nessa etapa do plantio, os sacos protegem contra a aplicação de defensivos.

"E os produtores têm a garantia de que vão colher 100% dos frutos, que não são atacados pelas brocas, praga que, nos tomates, causa prejuízo de mais de 50% do plantio se não houver o tratamento adequado", explicou. Segundo Macedo, o agricultor ganha em termos de produtividade com o ensacamento, pelo fato de o inseto não conseguir atingir o fruto. Sem o ensacamento, a perda da lavoura atinge, em média, de 20% a 30%.

No fim de novembro de 2011, a Embrapa Solos realizará um dia de campo em Nova Friburgo para a apresentação do Tomatec.


PARA SABER MAIS

http://www.cnps.embrapa.br/publicacoes/pdfs/circulartecnica_33_tomatec.pdf, baixe a Circular Técnica nº 33 que trata das "Recomendações Técnicas para a Produção
do Tomate Ecologicamente Cultivado - Tomatec" (arquivo PDF).

MAIS INFORMAÇÕES

Embrapa Solos
Rua Jardim Botânico, 1.024 Jardim Botânico. Rio de Janeiro, RJ
Fone: (21) 2179-4500
Fax: (21) 2274-5291
Home page: www.cnps.embrapa.br
E-mail: sac@cnps.embrapa.br

Agência Brasil
Alana Gandra - Repórter
Graça Adjuto - Edição

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.