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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Finep lança programa de R$ 2 bilhões voltado a projetos sustentáveis




O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, lançam hoje (15/06/12), às 18h30, o Programa Brasil Sustentável, que vai aplicar R$ 2 bilhões no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores ligados ao conceito de sustentabilidade, ou seja, que tratem de forma integrada aspectos sociais, ambientais e econômicos. 

O anúncio acontece durante a abertura da exposição da Finep na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece de 15 a 21 de junho no galpão 3 do Píer Mauá, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

O apoio será concedido por meio de crédito reembolsável a empresas em fluxo contínuo e apoio não reembolsável a instituições de ciência e tecnologia e empresas (estas, via subvenção econômica) por meio de editais.

Além dos eixos econômico, ambiental e social, serão combinadas diferentes competências, fontes de recursos e instrumentos financeiros. As condições do crédito concedido serão as seguintes: taxa de até 5% ao ano, prazos de carência de até 36 meses e prazos de amortização de até 120 meses. A participação Finep no valor total do projeto deverá ser de até 90%.

Estarão contemplados temas como: biomassa e energias renováveis; smart grid e veículos elétricos/híbridos; mudanças climáticas; materiais, construções e mobilidade urbana; resíduos sólidos, biodiversidade e preservação de ecossistemas; e tecnologias sociais, entre outros.

A integração dos aspectos do desenvolvimento sustentável às estratégias das empresas brasileiras no Programa Brasil Sustentável será apoiada nas quatro linhas de ação da atual política operacional da Finep: Inovação e Competitividade, Inovação Pioneira, Inovação Contínua e Investimento.

Rio+20: Finep expõe projetos "verdes"

Entre 2004 e 2011, cerca de 480 projetos da carteira "verde" da Financiadora, somando R$ 4,5 bilhões, tiveram objetivos ou atividades relacionados ao conceito de desenvolvimento sustentável. Na Rio 20, durante a exposição da Finep, 14 empresas e 15 instituições parceiras apresentarão alguns desses projetos. Além disso, outras 12 companhias participarão do Venture Forum Brasil Sustentável, em que submeterão seus planos de negócio a possíveis investidores -- e também terão seus produtos expostos na feira.

A estrutura da exposição terá 3,5 mil m² e foi totalmente planejada a partir de um design "verde".

"A Financiadora, que está apoiando a Rio 20 com R$ 3 milhões, quer liderar o apoio às iniciativas voltadas ao crescimento responsável do ponto de vista ambiental e social", afirma Alice Abreu, chefe da Coordenação de Cooperação Internacional da Finep.

Alice destaca ainda que já foi assinado um outro acordo com oPrograma das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que permitirá à Finep organizar eventos internacionais de grande envergadura ligados à inovação para a sustentabilidade. "A ideia é que a cada dois anos a Financiadora esteja à frente de feiras e exposições internacionais nos mesmos moldes, mas de maior envergadura", explica.

O acordo tem por instituição interveniente a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que integra a estrutura do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Essa agência negocia e estrutura projetos brasileiros de cooperação técnica, executados com base nos acordos firmados pelo Brasil com outros países e organismos estrangeiros.

No dia 18 de junho, a Finep assinará também outro acordo, dessa vez com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). A ideia é que o Banco e a Finep possam atuar conjuntamente para alavancar projetos de micro, pequenas e médias companhias, e também aqueles realizados em parceria entre empresas de diferentes países latino-americanos.

Anote na agenda

Expo Brasil Sustentável
Onde: Galpão 3 do Píer Mauá 
Endereço: Avenida Rodrigues Alves, 10)
Data: 15 a 21 de junho de 2012

Horários de funcionamento:

15/06: inauguração da exposição às 18h30 horas
16 e 17/06: 10 às 19 horas
18 a 21/06: 11 a 19 horas

FONTE

Financiadora de Estudos e Projetos
Assessoria de Imprensa da Finep
Telefone: (21) 2555-0758
E-mail: imprensa@finep.gov.br

Florestal Santa Maria vê no comércio de carbono alternativa econômica para manter a floresta em pé

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Com área de desmatamento evitado, empresa espera gerar anualmente um milhão de unidades verificadas de carbono (VCUs) durante as próximas três décadas

Fazenda Florestal Santa Maria, localizada no município de Colniza, onde hoje opera o maior plano de manejo florestal do Estado do Mato Grosso, acaba de ter concluída a validação do projeto de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD). Este é o primeiro do gênero em propriedade privada no Brasil e prevê a manutenção integral da floresta do empreendimento, com área de 71.714 hectares.

Destaque

O desenvolvimento do projeto foi assessorado por VO2 Desenvolvimento Empresarial (Originadora e Estruturação), Plant Inteligência Ambiental (Assessoria Técnica) e Pinheiro Neto Advogados (Assessoria Jurídica). Pela sua seriedade atraiu a atenção da Bunge Environmental Markets, empresa do grupo Bunge, que contribuiu para a qualidade técnica do processo e já se comprometeu a adquirir parte dos primeiros créditos a serem gerados pelo projeto.

Destaque

Com esta iniciativa a Florestal Santa Maria acredita inaugurar o combate ao desmatamento na região por meio de um mecanismo econômico, complementar ao controle e repressão de atividades ilegais, gerar benefícios diretos para o Estado do Mato Grosso e para a população do município de Colniza.

Destaque

Por meio do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), a Florestal Santa Maria S/A trabalha com a venda de madeira tropical desde 2002 e estima gerar anualmente um milhão de unidades de carbono verificadas (VCU’S) pelos próximos 30 anos. Situada em pleno arco do desmatamento, no bioma Amazônia, onde a pressão sobre a mata é muito grande, legalmente a fazenda poderia desmatar 20% da floresta para exercer uma atividade econômica. A empresa, no entanto, optou em preservar 100% da mata existente na propriedade investindo num Plano de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no qual se insere a comercialização de emissões evitadas, através do REDD. 

Destaque

A auditoria e a validação do projeto ocorreram segundo a metodologia aprovada pela Voluntary Carbon Standard (VCS). Segundo os especialistas, os projetos de REDD criam valor econômico para a floresta em pé e representam uma alternativa rentável para frear o desmatamento, ao mesmo tempo em que promovem, no em torno do projeto, importantes co-benefícios socioambientais e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas.

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Austrália criará a maior rede mundial de reservas marinhas




O governo australiano anunciou que  vai criar a maior rede de reservas marinhas do mundo limitando a exploração de hidrocarbonetos e da pesca nas áreas mais sensíveis. A rede aumentará o número de reservas de 27 para 60 e vai abranger 3,1 milhões de quilómetros quadrados mais de um terço das águas do país.

O anúncio foi feito hoje por Tony Burke, ministro do Ambiente da Austrália, a uma semana do encontro da  Rio+20, o encontro mundial que vai reunir, no Rio de Janeiro, mais de 130 países e onde serão discutidas medidas para a proteção ambiental, entre 20 e 22 de Junho.

O ministro admitiu que muitos países insulares do Pacífico estão preocupados com o impacto provocado pelas atividades de extração de minerais e outros recursos. A medida não responde, assim, apenas à necessidade de proteger o meio ambiente, mas também está vinculada à segurança alimentar.

Em virtude desde projeto, que deverá ser submetido a um processo de consulta final antes da sua implementação, vai ampliar-se a proteção a animais como baleias, tartarugas e outras espécies ameaçadas.

A exploração de gás e de petróleo será também limitada, embora esta atividade represente o motor da economia australiana. A proteção dos recifes do Mar de Coral também será reforçada.

A iniciativa poderá provocar um grande pedido de indeminizações por parte da indústria pesqueira. Mas segundo o executivo de Camberra, a medida vai afetar apenas um por cento da pesca comercial do país.


A rede vai incluir o maior recife de corais do mundo

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.