quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Conheça as matérias e os vencedores da 11ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica



Na noite do dia 10/08, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional (CI) e Fundação SOS Mata Atlântica, realizou em São Paulo, a cerimônia de entrega do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica 2011. Com o objetivo de promover o jornalismo ambiental no Brasil, fomentar a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais, a iniciativa existe no Brasil desde o ano 2001 e conta com o patrocínio de Bradesco Capitalização, apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ). 

Além das tradicionais categorias Impresso e Televisão, em 2011 o prêmio ganhou uma nova categoria destinada a reportagens de Internet. Os vencedores das três categorias participarão de uma viagem a Washington, DC, focada em jornalismo e meio ambiente com visitas a ONGs internacionais e encontros com jornalistas de grandes meios de comunicação. A premiação inclui passagem aérea de ida e volta, em classe turítisca, da cidade de residência do ganhador até a cidade do evento, além de hospedagem e refeições. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente, além de troféu e certificado. 
Para Marcele Bastos, coordenadora de comunicação da CI-Brasil, a diversidade das matérias vencedoras mostra que o tema meio ambiente é fundamental, pois permeia cada vez mais o cotidiano das pessoas e as reportagens permitem que a sociedade tome consciência e se mobilize acerca dos problemas do planeta. "Além disso, a cada ano percebemos que o esforço do nosso trabalho é retribuído pela satisfação dos contemplados na premiação".

A diretora de comunicação da SOS Mata Atlântica, Ana Ligia Scachetti, comenta o sucesso da iniciativa. "Conseguimos reunir oito dos nove finalistas, jurados e vários outros jornalistas que participaram do Prêmio e compareceram para prestigiar os colegas. Esta é uma grande festa do jornalismo ambiental e é recompensador poder realizá-la anualmente". 

Brasil TV 2011

1º lugar
Litoral Norte - Encostas

 Claudia Tavares Jornal da Cultura e Repórter Eco

A matéria integra uma série exibida no Jornal da Cultura sobre a ocupação do Litoral Norte de São Paulo. Mostra o risco de ocupação das encostas diante das características geológicas da Serra do Mar. Relembra a tragédia que arrasou a cidade de Caraguatatuba em 1967.

2º lugar
Árvores da Mata Atlântica

 Simone Pio Viana Rede Minas Televisão. Belo Horizonte - MG 

Quando uma árvore cai ou é derrubada, leva junto com ela varias outras vidas. Espécies menores e ainda animais que dependem dela para se alimentar ou se abrigar. O Planeta Minas Meio Ambiente percorreu mais de 6 mil quilômetros em busca das árvores sobreviventes do bioma mais ameaçado do Brasil. O programa encontrou espécies únicas como um jequitibá milenar em Santa Rita do Passa Quaro, São Paulo, e o Pequi Izaias que só se tem registro no Espírito Santo. Também dá um alerta; uma pesquisa revela que 59% das espécies de árvores da Mata Atlântica são raras. Quanto foi perdido sem sequer ser estudado? Muito, estimam pesquisadores. Uma prova viva é a Pindaíba Preta, espécie nova e ainda desconhecida na literatura científica. No pouco que resta do bioma, a reportagem mostra iniciativas que são um alento. Como o maior viveiro de mudas nativas da Mata Atlântica e a reserva que concentra a maior biodiversidade de espécies de árvores do bioma no planeta.

3º lugar

Carvão do Piauí

  José Raimundo Carneiro de Oliveira, Jornal da Globo/Rede Globo.

A reportagem mostra a produção de carvão no sul do Piauí para alimentar fornos das siderúrgicas de Minas Gerais . Os autores do trabalho percorreram mais de 5.000 km para denunciar um crime ambiental que definha as matas nativas do nordeste numa região que curiosamente concentra 3 Biomas: Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, tudo está virando carvão. A matéria mostra também iniciativas de empresas que estão dando o bom exemplo de plantar florestas para alimentar com carvão as siderúrgicas.


Brasil Internet 2011

1º lugar
Projeto de biólogo mostra degradação do meio ambiente no Rio

 Jornalista: Bernardo Tabak

"Mário Moscatelli faz fotos aéreas das áreas verdes há 14 anos."
Em 1997, o biólogo Mário Moscatelli, então com 32 anos, resolveu empreender um projeto de monitoração de áreas verdes na Região Metropolitana e no Litoral Sul do estado do Rio de Janeiro. O objetivo do Projeto Olho Verde era fazer sobrevoos para tirar fotos aéreas, de modo a acompanhar a degradação de matas, encostas, mangues, rios, lagoas e baías. Para a desolação do biólogo, desde o começo as imagens não eram nada animadoras. "Não tem foto bonita desde o primeiro voo. Entra ano, sai ano, só vejo degradação", afirma.

2º lugar
Ambientalista trabalha para recompor a orla da Represa de Guarapiranga

  Jornalista Thaís Teisen Ciclo Vivo 

Durante as atividades educacionais, as crianças aprendem muito mais do que saber distinguir as espécies, elas podem perceber a importância de cada uma delas para a manutenção da biodiversidade local. 

3º lugar
Barragem do Valo Grande

Daniel Mello Repórter da Agência Brasil

Iguape (SP) – A última etapa da Barragem do Valo Grande, em São Paulo, deve começar no segundo semestre deste ano, segundo previsão do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do governo de São Paulo. Para a conclusão das obras, com a instalação das comportas, devem ser feitos estudos de topografia, qualidade da água e avaliação ambiental da região. O custo estimado para essa fase da obra é de R$ 37, 6 milhões.

Segundo o Daee, até agora foram concluídos 58% da restauração das estruturas da barragem, erguida na década de 90. A previsão é que os trabalhos iniciados há cerca de oito meses e que custaram R$ 8,6 milhões sejam encerrados em abril.

Sobre a avaliação dos impactos ambientais e sociais da obra, o órgão respondeu que a represa pretende reduzir os efeitos das inundações nas várzeas do Rio Ribeira de Iguape. “ E, ao mesmo tempo, visa à preservação ambiental da Região Estuarino-Lagunar do Mar Pequeno, à jusante da obra, com benefícios socioeconômico e ambientais aos territórios abrangidos pelos municípios de Iguape, Ilha Comprida e Cananeia”.

Brasil Impresso 2011

Revista Unesp Ciência ganha o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica na categoria Impresso. 



A matéria "O Código Florestal ao arrepio da ciência", escrita pelas jornalistas Giovana Girardi e Andreia Fanzeres e publicada em outubro de 2010 na revista Unesp Ciência, é a vencedora da 11ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica

A iniciativa promove o jornalismo ambiental no Brasil, fomenta a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhece a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais.
Sem discussão

A reportagem da Unesp Ciência ouviu especialistas de várias áreas para entender como as mudanças no Código Florestal – que dispõe sobre matas ciliares, topos de morro e trechos de propriedades privadas que não podem ser desmatados – podem ter impacto negativo nos recursos hídricos, na biodiversidade e na própria agricultura.

Algumas dessas fontes reconheceram que grande parte da comunidade científica não se organizou para discutir nem para atender às demandas legislativas. "Acredito que o maior mérito da matéria é ter reunido, pela primeira vez, uma série de estudos que mostram os possíveis riscos da mudança do código florestal tanto à biodiversidade quanto aos serviços florestais e, em última instância, aos seres humanos", diz Giovana Girardi, que também é diretora de redação da revista.

Ela explica que a comunidade científica vinha reclamando de que não havia sido ouvida pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB) e que as alterações propostas por ele não tinham base em pesquisas. "A SBPC e outros grupos de pesquisadores já tinham se manifestando por meio de cartas em revistas científicas e pela imprensa, mas eles mesmos ainda não haviam organizado um dossiê ou algo do gênero que mostrasse o tamanho do problema. Correndo atrás de especialistas das mais diversas áreas, a reportagem de certo modo ajudou a compor melhor esse quadro para o leitor, ao mesmo tempo em que deixou claro que, de fato, o projeto, como está, não é capaz de responder às previsões de danos."

Para Giovana, o prêmio vem em uma boa hora porque o novo código continua em discussão. O projeto foi aprovado na Câmara no final de maio, mas ainda será votado no Senado, e todas as questões levantadas pela revista continuam abertas. "Também é significativo que as taxas de desmatamento da Amazônia voltaram a subir muito neste ano depois de experimentarem em 2010 a menor taxa desde 1988, quando o dado começou a ser medido pelo Inpe. Os especialistas creditam isso justamente à discussão de mudança do código e à crença dos desmatadores em uma eventual anistia", acrescenta.

2º lugar
Marionetes de oito patas

 Maria Guimarães Revista FAPESP - São Paulo



Em busca de teias com duas a três centenas de aranhas de uma espécie que vive em colônias, os biólogos Marcelo Gonzaga e Jober Sobczak encontraram algo ainda mais surpreendente: uma vespa pousada numa teia sem aranha à vista. Um excursionista desavisado provavelmente passaria sem dar atenção à cena, mas Gonzaga rapidamente armou a câmera fotográfica. O instinto estava certo: logo em seguida, uma mosca foi capturada pela teia, a aranha saiu da folha enrolada que lhe servia de abrigo e, antes que alcançasse a refeição do dia, foi atacada. A vespa agarrou a aranha e inseriu o ovipositor na boca da dona da teia, liberando uma substância paralisante por tempo suficiente para que pudesse grudar um ovo na parte posterior do abdômen da vítima. O pesquisador não tirou o dedo do obturador da câmera e documentou tudo. “Foi muita sorte, não imaginávamos encontrar isso”, conta Gonzaga, professor na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, e membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides da Região Sudeste Brasileira.

3º lugar
O recobrimento do Brasil

 Sérgio Adeodato Terra da Gente - Campinas  

Na Terra do Descobrimento a restauração da Mata Atlântica muda velhos hábitos e traz de volta ao sul da Bahia espécies da fauna em perigo de extinção.

Procura-se um novo lar na natureza para os micos-leões-de-cara-dourada que habitam a Serra da Tiririca, nas proximidades de Niterói (RJ). Originários de uma região de Mata Atlântica bem longe dali, na Bahia, eles chegaram à floresta fluminense anos atrás pelas mãos de traficantes. Reproduziram-se e agora, na competição por espaço e alimento, ameaçam a população nativa de outra espécie de primata - o mico-leão-dourado, em perigo de extinção, protegido ali perto na Reserva Biológica de Poço das Antas. A questão é delicada. Deslocar os micos "invasores" exige uma logística complexa. São 120 indivíduos, divididos em 15 grupos no habitat. O desafio é encontrar um fragmento de mata na região original da espécie, em ótimo estado de conservação, onde possa conviver em harmonia com outros animais, tanto sob o ponto de vista genético como de comportamento. "E tudo isso sem qualquer risco de desmatamento ou caça", afirma Leandro Jerusalinsk, do Centro Nacional de Primatas, coordenador dos estudos prévios que envolvem diferentes instituições e cientistas do País e do exterior para o planejamento da arriscada operação.

Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Públicas e Privadas da Mata Atlântica. Para conhecer mais sobre a Aliança, visite www.aliancamataatlantica.org.br.

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