sábado, 26 de fevereiro de 2011

Secretária pretende que a cidade do Rio de Janeiro seja o modelo de economia verde ao resto do Brasi

“Fiquei surpresa com os baixos custos necessários para tornar a economia mundial mais verde”

“Fiquei surpreendida com os baixos custos necessários para tornar a economia mundial mais verde”

Nomeada na semana passada subsecretária da Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, Suzana Kahn explicou, numa entrevista exclusiva ao Green Savers, os seus planos para uma transição carioca para a economia verde.

Kahn, que foi uma das principais responsáveis pela preparação da posição brasileira no COP15, em Copenhagen, explicou ainda ao Green Savers que ficou surpreendida com os baixos custos que são necessários para tornar a economia mundial mais verde, naquela que foi uma das principais conclusões do relatório do PNUMA anunciado na última segunda-feira.

O que fará, exatamente, a secretaria da Economia Verde?

Na realidade é uma subsecretaria. Terá como objetivo a promoção do desenvolvimento do Estado, levando em consideração o uso adequado de recursos naturais. Além disso, elaborará e implementará o plano estadual de mudança climática, onde o foco será a descarbonização da economia.

Quais serão os principais stakeholders desta secretaria?

Os principais interlocutores são as secretarias de desenvolvimento, indústria e energia, secretaria de fazenda e de ciência e tecnologia. Além, evidentemente, do sector privado e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).

O Rio de Janeiro será o primeiro Estado brasileiro a ter esta secretaria. Se for bem sucedida na sua missão, é provável que outros estados brasileiros venham a receber um investimento idêntico?

Sim, esperamos servir de modelo.

Qual a duração do seu mandato e as primeiras decisões que irá tomar?

São quatro anos e as primeiras decisões são: definição da meta de descarbonização da economia e o estabelecimento de alianças com os demais envolvidos nesta empreitada, conforme mencionado na pergunta anterior. Sem o envolvimento de todo o Governo, o sucesso ficará comprometido. Também a criação de um modelo de monitorização do componente “verde” na economia estadual.

Pretende recorrer à academia para desenvolver os processos de inovação? E a que outros parceiros irá recorrer para transformar o Rio numa cidade mais “limpa, moderna e forte”.

O Rio tem excelentes centros de pesquisa, não só académicos mas também de empresas como o CENPES (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello) e CEPEL. Além disto, muitas empresas actualmente já começam a investir em inovação. O que queremos é funcionar como catalizadores destas iniciativas, que ocorrem algumas vezes mas de maneira pouco coordenada.

Disse que o Brasil terá de escolher entre ser “protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos” outros, em matéria de economia verde. Tem sentido apoios – governamentais e estaduais – para que o Brasil lidere também na Economia Verde, ou nem por isso?

Claro, a ideia é que este movimento se torne nacional.

O PNUMA apresentou na segunda-feira um extenso relatório sobre Economia Verde. De que forma estes relatórios poderão ajudar os decisores, no dia-a-dia, a tomarem melhores decisões para as suas cidades, regiões ou Países?

O primeiro passo para tomar qualquer decisão é conhecer o problema, identificar as soluções, seus prós e contras. Acho que o relatório teve este papel.

O que mais a surpreendeu no relatório?

O custo relativamente baixo para “esverdear” a economia do mundo.

Um dos nossos leitores afirmou que havia alguns erros na nossa notícia, nomeadamente que a Suzana seria subsecretária da Economia Verde e Mudanças Climáticas e que o objectivo desta “pasta” seria tornar a economia da cidade – e não do Estado do Rio de Janeiro – mais verde. O leitor tem razão?

Tem. Como disse no início é subsecretaria e o trabalho é em relação ao Estado.

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