Todos pela Natureza!

sábado, 9 de abril de 2011

Vídeo Código Florestal em Perigo - Fundação Grupo Boticário e ISA




Assine o manifesto http://www.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?sos e diga não às alterações no Código Florestal Brasileiro.

Precisamos de 200 mil assinaturas em nossa petição. Ela ajudará evitar que substitutivo ao projeto de lei n° 1876/99 - que prevê mudanças no Código Florestal seja aprovado. A votação está prevista para breve no Congresso Nacional.

Veja no vídeo como essas alterações poderão reduzir drasticamente as áreas naturais protegidas de nosso país, prejudicando o meio ambiente e a sociedade civil.
Você tem papel decisivo para que possamos proteger nosso maior patrimônio.
Assine e divulgue nas redes sociais. Juntos vamos impedir que o Brasil entre na contramão da história.

Saiba mais, acesse: http://www.sosflorestas.com.br


Fundação Grupo Boticário e SOS Florestas lançam animação para mobilizar sociedade e estimular a assinatura do manifesto contra o substitutivo de Aldo Rebelo e em defesa de propostas que conciliem produção e conservação

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a campanha SOS Florestas, lançou nesta segunda-feira o vídeo “Código Florestal em Perigo”. A animação alerta para os efeitos negativos das alterações no Código Florestal previstas no substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que está pronto para ir ao plenário da Câmara dos Deputados.

O vídeo está disponível no Youtube (link também disponível em box ao lado). A campanha é uma aliança entre organizações ambientalistas e movimentos sociais que são contrários ao projeto de Rebelo e da qual a Fundação faz parte. O objetivo dessas instituições é utilizar o filme como uma ferramenta de mobilização social, incentivando o público a aderir à causa e assinar um manifesto virtual que será enviado aos parlamentares.

O vídeo apresenta a dimensão dos impactos decorrentes da redução das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) – beira de rios, topos de morros e encostas íngremes – e de Reserva Legal (RL), caso sejam aprovadas as alterações propostas.

Com a diminuição das APPs, por exemplo, os riscos de erosão, deslizamentos e enchentes, tanto em zonas urbanas como rurais, aumentariam. De acordo com relatório do Observatório do Clima divulgado no fim de 2010, com a redução das matas nas margens de rios, estima-se que o país possa perder uma área equivalente a dois milhões de campos de futebol em florestas.

“Se as alterações previstas forem aprovadas, as atividades econômicas e o bem-estar da sociedade serão ameaçados. Teremos grandes prejuízos que, em um curto espaço de tempo, podem afetar a qualidade da água e a fertilidade do solo”, diz a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Além disso, a redução de áreas naturais também faria com que o Brasil elevasse suas emissões de gases do efeito estufa, contribuindo ainda mais para o aquecimento global.

Petição

A petição mencionada no vídeo – cuja assinatura está disponível no site da campanha SOS Florestas – apresenta também um novo texto desde esta segunda-feira (no ano passado, uma petição já havia sido divulgada pela campanha contra a aprovação do relatório de Rebelo em uma Comissão Especial da Câmara).

O novo texto que será enviado aos parlamentares menciona a importância do Código Florestal “na medida em que, ao determinar a manutenção de um mínimo de vegetação natural na paisagem rural, tenta garantir não só a conservação da biodiversidade mas, sobretudo, a continuidade na oferta de serviços ambientais básicos”. Pede que os parlamentares rejeitem as propostas contidas no relatório de Rebelo, em especial a redução de áreas ambientais importantes e a anistia aos desmatadores, e aprovem propostas alternativas que conciliem conservação e produção, partindo da premissa de que não é necessário aumentar o desmatamento para alcançar o desenvolvimento sustentável.
Apoio
WWF do Brasil


Clique aqui  para ler e imprimir a carta aos Deputados completa do SOS Florestas.

U2 e Greenpeace juntos pela preservação das florestas brasileiras

O U2 vai participar de uma campanha, junto a organização não-governamental do Greenpeace



Ingressos esgotados, acampamentos armados na entrada do Morumbi três dias antes das apresentações e uma enorme quantidade de jornalistas em cima dos renomados artistas do U2.

A nova passagem da banda irlandesa ao país, esta é a terceira turnê pelo Brasil ( eles já tocaram em 1998 e 2006), tinha tudo para ser mais uma grande estada dos roqueiros em São Paulo.

Porém, este ano será um pouco diferente. Além dos shows, o U2 vai participar de uma campanha, junto a organização não-governamental do Greenpeace, para proteção das florestas brasileiras.

No dia das apresentações, que serão 9, 10 e 13 de abril, o Greenpeace montará um estande para fornecer informações e conscientizar a população para a proteção das nossas florestas.

U2 e Greenpeace/Foto: Greenpeace.org

Rafael Cruz, responsável pela iniciativa da ONG no assunto, afirmou que a parceria do U2 com a instituição vem de longa data. “A música deles representa boa parte dos princípios que o Greenpeace prega e queremos que essa mensagem – que podemos salvar as florestas – se espalhe entre todos”.

O Greenpeace defende uma política de desmatamento zero no Brasil, além de se manter firme contra as mudanças no Código Florestal do país, como foi discutido aqui no EcoD.

O vídeo abaixo "Seja um Grileiro", do grupo Greenpeace, faz parte da campanha do órgão contra o desmatamento nas florestas brasileiras.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente

Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente

Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília, da Empresa Brasil de Comunicação, para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras, alertaram para a importância de substituir os defensivos agrícolas por produtos de menor toxicidade e também para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.

Eles observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.

Por isso, segundo ele, “é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos”.

O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga “onde vai parar todo esse volume” e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente.

Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos. Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.

O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, “o alimento mais puro que existe”, o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. “A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo”.

Ele lembrou ainda há resolução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.

O professor Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas. “A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada”.

O professor José Luiz Santana ressalva que há, no país, propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Ele, no entanto, denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.

Para ele, apesar da seriedade do assunto, “não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos”, já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um “trabalho de apoio importante por parte de organizações não governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.


Fonte: Agência Brasil

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