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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Nova ferramenta online da FAO disponibiliza dados sobre saúde das florestas



Plataforma GlobAllomeTree ajuda países a identificar mudança no estoque de carbono das florestas. 

Uma nova plataforma online lançada na sexta-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) permite que cientistas e especialistas em mudanças climáticas calculem dados cruciais para criar estratégias de bioenergia, como o volume das florestas, a biomassa e o carbono florestal.


A plataforma GlobAllomeTree foi desenvolvida numa parceria da FAO com o centro de pesquisa francês CIRAD e pela Universidade de Tuscia, da Itália. O objetivo é fornecer informações para basear a tomada de decisões políticas sobre as mudanças climáticas.

“Esta é a primeira vez que os países têm acesso a uma extensa base de dados de modelos de árvores utilizada para avaliar os recursos florestais em todo o mundo. Isso lhes permite obter uma imagem clara sobre as capacidades de armazenamento de carbono das suas próprias florestas”, disse o diretor da FAO para florestas, Matieu Henry.

Na área florestal, a alometria refere-se às relações estatísticas entre as diversas características do tamanho da árvore. Equações alométricas podem ser usadas para avaliar muitos serviços florestais como a produção de madeira, mas também a redução dos efeitos das mudanças climáticas no setor florestal por exemplo.


A ferramenta permite aos usuários avaliar o volume do caule, a biomassa arbórea e os estoques de carbono a partir de características como o diâmetro do tronco, a altura e o peso específico da madeira de vários tipos de árvores de zonas ecológicas diferentes.

A partir de agora, a plataforma abrange 61 espécies de árvores em sete diferentes zonas ecológicas na Europa, 263 espécies de árvores em 16 zonas da América do Norte e 324 espécies em nove zonas ecológicas na África. As ferramentas de cálculo para o Sul e Sudeste da Ásia e para as Américas Central e do Sul serão enviadas para a plataforma em breve.

O site será particularmente útil para os países que participam do Programa Colaborativo das Nações Unidas para a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento. Eles serão capazes de avaliar com precisão estoques de carbono florestal e as mudanças nos estoques de carbono.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tamar: Nascimento de tubarãozinho no CV da Praia do Forte surpreende pesquisadores


O tubinha já estava nadando quando foi identificado


O nascimento de um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) no tanque do Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte surpreendeu os pesquisadores. Com 26cm de comprimento, o tubarãozinho já estava nadando quando foi identificado, no começo de junho. Segundo a médica veterinária Thaís Pires, do Tamar, animais selvagens dificilmente se reproduzem em cativeiro. O nascimento de filhotes pode indicar que esses exemplares estão se sentindo bem, mesmo fora de seu ambiente natural. O novo tubarão está em observação e já se alimenta de pedaços de lulas.

Capturados incidentalmente por pescadores há dez anos, os tubarões ajudam o trabalho de sensibilização e educação ambiental realizado com os visitantes e as comunidades que colaboram com o Tamar. Essa espécie corre risco de extinção e, no Centro de Visitantes, tem a função de chamar atenção para a importância de proteger as praias, mares e oceanos. As pessoas podem conferir de perto que os animais são amigos das tartarugas marinhas e com elas compartilham o habitat e as ameaças à sobrevivência.

A captura incidental é considerada, atualmente, a principal ameaça às populações de tartarugas marinhas, e outros animais também sofrem as consequências. No Brasil, assim como no resto do mundo, a pesca do arrasto do camarão e com espinhéis em alto mar são dois dos principais tipos que interagem com as tartarugas.



Tubarão-lixa – Essa é uma espécie ovovivípara, o que significa que produz ovos que se desenvolvem e eclodem dentro do corpo da fêmea. Logo após nascerem, os filhotes já estão prontos para enfrentar os desafios para sua sobrevivência sem auxilio da mãe (assim como as tartarugas marinhas). Podem nascer de 21 a 50 indivíduos, com uma média de 34, aproximadamente. No Tamar nasceu apenas um, por enquanto, explica a médica veterinária. “Encontramos cascas no fundo do tanque e ainda podem ter ovos a eclodir. Alguns ovos podem ser inférteis. Vamos observar e dar notícias sobre o desenvolvimento do filhote”, conta a médica veterinária.

As fêmeas de tubarão-lixa podem acasalar várias vezes com diferentes parceiros. Havia cinco machos quando a fêmea do tanque no CV foi fecundada. O acasalamento pode acontecer a cada dois anos. Os tubarões mais jovens têm uma coloração diferenciada dos adultos, com pintinhas escuras pelo corpo. Ao nascer, os filhotes precisam enfrentar os perigos sem os cuidados da mãe. A coloração diferente permite que se camuflem, ficando quase invisíveis. Quando atingem uma média de 60 cm vão perdendo as pintinhas e ficando com uma coloração marrom-amarelado escuro. Os machos chegam à fase adulta entre 2,14 e 2,15 metros, e as fêmeas entre 2,23 e 2,31 metros.

O tubarão-lixa ocorre em toda costa brasileira e é amplamente distribuído no Oceano Atlântico tropical e subtropical. Vive em fundo de areia, próximo a rochas e corais em águas mornas, desde a superfície até uma profundidade de 60 metros. Possui hábitos noturnos e permanece imóvel por horas durante o dia. Alimenta- se de moluscos, crustáceos e peixes, que captura por sucção.

Estudo: florestas urbanas ajudam a salvar vidas nas grandes cidades


As florestas de Nova York salvam até oito vidas por ano

Segundo estudo do Cientistas do Serviço Florestal dos Estados Unidos com o Instituto Davey, as árvores podem salvar uma vida por cada ano e reduzir a poluição nas cidades.

O estudo foi realizado com amostras de dez cidades dos EUA: Atlanta; Baltimore; Boston; Chicago; Los Angeles; Minneapolis; Nova York; Filadélfia; San Francisco e Syracuse. A conclusão dos cientistas é que as árvores ajudam no controle de pequenas partículas de poluição, que geram doenças graves no pulmão, aterosclerose acelerado (formação de placas nos vasos sanguíneos), problemas cardíacos, inflamações e morte prematura.

Nova York apresentou os melhores resultados entre florestas urbanas e grandes cidades. A vegetação da cidade salva até oito pessoas por ano.

Outro dado da pesquisa mostra que as árvores plantadas na cidade, a partir de 2011, reduziram mais de dois mil casos de asma e doenças pulmonares, além de maior assiduidade dos funcionários em seus empregos. O que gerou uma economia financeira de U$ 9,7 milhões dos cofres públicos.

Cars traveling down a tree-lined urban street.

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A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.