Todos pela Natureza!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Na revista Science, estudo afirma que as florestas absorvem até um terço das emissões mundiais




Segundo publicado, as árvores sequestram quatro bilhões de toneladas de dióxido de carbono ao ano.

 Porém o desmatamento faz com que quase três bilhões de toneladas sejam devolvidas para a atmosfera


O papel das florestas mundiais como mitigadoras do aquecimento global acaba de ganhar um grande reforço com o que está sendo considerado o “mais abrangente relatório sobre a capacidade de absorção de dióxido de carbono (CO2) das árvores já publicado”.



Divulgado na edição desta quinta-feira (14) da revista Science por um grupo internacional de cientistas, a pesquisa “A Large and Persistent Carbon Sink in the World’s Forests” aponta que as florestas são responsáveis por absorver até um terço das emissões de gases do efeito estufa causadas pelo homem. 
“Nosso trabalho coloca as florestas em um nível ainda mais alto de importância para regular a presença de CO2 na atmosfera. Se continuarmos devastando áreas de vegetação, estaremos perdendo uma grande ajuda para minimizar o aquecimento global”, explicou Josep Canadell, presidente do Projeto Global de Carbono da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth.

Cientistas sempre tiveram dificuldade em medir exatamente quanto CO2 as florestas absorvem e quanto liberam em caso de desmatamento. Para conseguir achar essas respostas, um grupo de pesquisadores de diversas instituições internacionais e universidades combinou dados de inventários florestais, modelos climáticos e imagens de satélites para traçar o real papel das florestas durante o período entre 1990 e 2007.

Com esse método, calcularam que as árvores sequestram quase quatro bilhões de toneladas de carbono por ano. Infelizmente, 2,9 bilhões de toneladas acabam voltando à atmosfera por causa do desmatamento, o equivalente a 25% do total das emissões mundiais. Isso agrava ainda mais as previsões que afirmavam até hoje que a destruição das florestas seria responsável por algo entre 12% a 20% das emissões.

“Os resultados são inesperados e incríveis. Se conseguíssemos parar totalmente a devastação das florestas, seria possível remover da atmosfera quase 50% das emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis”, afirmou Canadell à AFP.

REDD

Uma das grandes surpresas da pesquisa foi a percepção de que florestas jovens, ou seja, áreas restauradas ou plantadas, na região dos trópicos, são ainda melhores para absorver CO2, sendo responsáveis por reter mais de 6 bilhões de toneladas durante os 17 anos observados. Isso equivale às emissões anuais dos Estados Unidos.

“Este é um dado muito importante para esquemas de reflorestamento e preservação, como a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD)”, salienta Canadell.
Porém, o estudo deixa claro que basear a estratégia de combate ao aquecimento global apenas no sequestro biológico seria um risco, uma vez que secas e incêndios podem causar a liberação de bilhões de toneladas de CO2 em pouquíssimo tempo.

“De qualquer forma, é fundamental que entendamos como funcionam e o que representam as florestas para o clima do planeta. Assim, teremos como planejar melhor ações de mitigação ao aquecimento global”, concluiu Werner Kurz, do Serviço Florestal do Canadá.

Dúvidas

Como nada é simples, vem da revista Nature um outro estudo que questiona a real importância do sequestro de CO2 realizado pelas florestas.

Com o título de “Increased soil emissions of potent greenhouse gases under increased atmospheric CO2”, a pesquisa afirma que quanto mais dióxido de carbono é absorvido pelas árvores, maiores são as emissões de outros gases, como metano e óxido nitroso, do solo para atmosfera.
Assim, o papel das florestas para mitigar o aquecimento global ainda seria importante, mas deveria ser reduzido a cerca de 20% do que é acreditado atualmente.

“Plantas capturam CO2 da atmosfera, mas no processo estimulam a proliferação e a atividade de microrganismos  que emitem gases ainda mais perigosos para acelerar a temperatura média do planeta”, explica Craig Osenberg, da Universidade da Flórida.

Segundo os autores, preservar e reflorestar continua sendo importante, até porque são atividades que levam a outros benefícios para os ecossistemas. Porém, se a intenção é combater às mudanças climáticas, o ideal seria reduzir as fontes de emissão.

“É muito mais eficiente e urgente que seja evitada ao máximo a queima de combustíveis fósseis. Não podemos ficar sentados esperando que a natureza limpe a nossa sujeira”, resumiu Bruce Hungate, da Universidade do Arizona.

O professor e o rio, "Tudo começou com um passeio de 500km a remo pelo Velho Chico"


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O professor de biologia Wellington Magalhães soube da greve de fome do bispo Dom Luis Cappio em defesa do rio São Francisco, em meados de 2006, na mesma hora decidiu fazer algo pela causa. Assim, Magalhães foi até o oeste da Bahia e percorreu um trecho de 500km do São Francisco de caiaque. De volta à Salvador, o professor decidiu abandonar 20 anos de carreira para se dedicar à defesa do rio. Hoje, à frente da Associação Velho Chico, desenvolve ações de educação ambiental e ajuda a conscientizar a todos da importância dos maiores cursos d’água da América Latina.

Como surgiu a ideia do projeto

Quando Dom Luiz Cappio utilizou como estratégia de luta a greve de fome em 2006, assumindo publicamente sua posição contraria ao projeto do governo federal da transposição das águas do Velho Chico, meus alunos e outros professores ficaram curiosos para entender como estava realmente as condições ambientais e sociais do rio São Francisco e do povo ribeirinho. Nesta ocasião sentir um forte apelo interior para ir ao oeste da Bahia conhecer de perto as condições do rio e do seu povo.

Por ter tido a oportunidade de viver o período da infância e adolescência em uma cidade que trazia no seu cotidiano uma estrutura social de baixo índice de violência e muita área verde preservada, consequentemente a pratica de esporte foi uma constante em minha vida. Resolvi então descer o rio em uma caiaque, num percurso de aproximadamente 500km, onde vi muita degradação ambiental e social. Então, prometi a São Francisco de Assis que quando chagasse a Salvador faria uma mobilização na cidade para a defesa do Velho Chico.

O professor abril mão da sala de aula para defender o rio

Deixou pra trás, anos de profissão para cuidar do São Francisco

Foi uma decisão muito difícil, pois envolvia toda a segurança financeira de minha família, além de 20 anos de emprego em duas grandes escolas de Salvador. Mas depois de muitas reuniões com minha esposa e meus dois filhos, na época 12 e oito anos, decidir transformar a campanha em uma ação mais organizada fundando então a Associação Cultural e Socioambiental Velho Chico (ACSVC).

Outro fator que contribui também foi a falta de projetos sérios nas escolas que possibilitassem a ação concreta, que interferisse realmente na esfera social e ambiental. Penso que a educação precisa passar verdadeiramente por uma grande reforma onde a teoria ande de mãos dadas com a prática. E creio que hoje eu consigo conciliar melhor estas duas realidades.

A vida desde então tem sido muito difícil, mas ao mesmo tempo extremamente prazerosa, onde a esperança tem sido uma bandeira constante a frente do nosso projeto. A adesão das pessoas à proposta é sempre positiva e torna tanto trabalho em algo muito suave, nos enchendo de esperança quanto ao futuro da associação e do planeta. A maior dificuldade é conscientizar as pessoas que pequenas ações fazem a diferença em uma grande escala, sobretudo quando se trata de um projeto ambiental

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Logo no início do projeto, em 2007, foram distribuídas mais de 550 cestas básicas 
para a população carente da cidade ribeirinha de Bom Jesus da Lapa


Pela educação ambiental

Ter tido a honra de conhecer lugares lindos lá pelos anos 1970 e 1980, inclusive o rio São Francisco, onde vi pela primeira vez uma onça pintada solta na mata, foi encantador.

E hoje encontrar praias e rios literalmente destruídos faz com que não dê para ficar parado sem fazer nada. E o mais triste desta realidade é constatar que quem mais destruiu nossa fauna e flora foram as pessoas que estudaram e acabaram patrocinando, em nome do consumismo, a destruição das floresta e mares nos grandes centros urbanos e no interior. Acho que como pai, eu tenho que fazer a minha parte pelo mundo. E a educação, em parceria com a ação, é uma ferramenta poderosa em busca de mudanças.

O rio São Francisco e realizações através do projeto.

Pelo menos uma vez por ano vou à região oeste da Bahia para olhar e sentir as águas do Velho Chico no corpo. É uma forma de alimentar minha relação amorosa com ele e sua defesa.

Através da mobilização de 24 instituições educacionais (com a participação de um público de mais de 35 mil pessoas entre docentes, discentes e colaboradores), da Pastoral da Comunicação (PASCOM), de empresas privadas e do Programa Chão e Paz transmitido pela TVE/Bahia, a Associação contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos ribeirinhos e para a bacia hidrográfica do Rio São Francisco (região oeste da Bahia) com as seguintes ações:

Em 2007 foram doadas, com o apoio da Diocese, 550 cestas básicas para a população carente da cidade ribeirinha de Bom Jesus da Lapa. Em 2008 foram entregues, na cidade de Barra, a D. Luiz Cappio, 7 mil mudas de árvores nativas, plantadas às margens do Rio São Francisco pelos alunos da cidade. Em 2009, ainda na cidade de Barra, foram doadas a D.Luiz Cappio e ao então prefeito Arthur Silva 15 mil mudas nativas também plantadas às margens do Velho Chico pelos alunos. Nesse mesmo ano, foi realizada uma excursão com 50 crianças carentes da região, filhas de trabalhadores rurais, que passaram um final de semana em Salvador, conheceram pontos culturais da cidade e tiveram a oportunidade de realizar o sonho de conhecer o mar.

O grupo também realiza o plantio de mudas nativas nas margens do São Francisco. 

Mais de 50 mil árvores já foram plantadas na região
graças ao trabalho do professor Magalhães

Em 2010 foram entregues à Secretaria de Meio Ambiente, da cidade de Santa Maria da Vitória, mais de 15 mil mudas de árvores frutíferas, que no futuro contribuirão para a economia local (na geração de renda), através da criação de cooperativas que beneficiarão a fruta (sucos, polpas, doces, licores e cocadas). Dentre as árvores, destaca-se o cajueiro, do qual se pode extrair a castanha (fonte de energia renovável), matéria-prima para a geração do biodiesel (Projeto do Governo Federal).

Para 2011, além do plantio de mais 15 mil árvores (para a mata nativa e ciliar da bacia hidrográfica do Rio São Francisco nas cidades de Ibotirama e Xique-Xique), a meta principal é implantar o Projeto de Educação Ambiental e Coleta Seletiva nas instituições de ensino, empresas e comunidades. O objetivo é recolher resíduos, que serão geradores de recursos, e os valores provenientes da reciclagem serão destinados à manutenção das atividades de caráter socioambientais da ACSVC e do Viveiro São Francisco de Assis.

Mais gratificante e a mais difícil nessa missão

Ser reconhecido pelas crianças como o tio Velho Chico, o professor que defende a natureza. E a mais difícil é ainda precisar do apoio financeiro de minha família, esposa e minha mãe para tocar a vida pessoal. Mas sabemos que uma questão de tempo.

Outra dificuldade é saber que alguns empresários fazem questão dos sacos de lixo, que precisamos utilizar para realizar a coleta nos restaurantes. Esta falta de consciência ambiental somada à usura dos centavos me deixa muito triste.


Outra etapa fundamental do trabalho de Wellington é a educação ambiental em sala de aula. 

"A educação, em parceria com a ação, é uma ferramenta poderosa em busca de mudanças"

Constatar a alegria dos alunos em plantar as árvores nas margens do rio e saber que este projeto acontece por causa da confiança e da participação dos alunos das escolas. Creio também que estou fazendo um trabalho social e ambiental, que no fim esta evangelizando.
Maior sonho

Transformar a associação em uma entidade sólida financeiramente e ser uma referência de organização, honestidade e amor à natureza e a Deus

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SOS Mata Atlântica no Rio de Janeiro



Conexão Mata Atlântica

Uma mensagem a todos os membros de Conexão Mata Atlântica



Prezado Membro da Conexão SOS Mata Atlântica,

Convidamos você, membro da Conexão SOS Mata Atlântica, rede social da Fundação SOS Mata Atlântica, que mora no Rio de Janeiro e região ou está de passagem pela cidade a participar dia 23 de julho (sábado) de uma Expedição especial para conhecer os projetos e atividades da SOS Mata Atlântica no Rio de Janeiro.

Nesta expedição, você terá a oportunidade de participar de uma visita monitorada à Exposição Sua Mata, Sua Casa, que conta, através de instalações interativas, a história da Fundação SOS Mata Atlântica e ainda irá conhecer a rica biodiversidade de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, no interior do estado, apoiada por um de nossos programas de conservação da Mata Atlântica. Além de poder conhecer e conversar diretamente com alguns de nossos profissionais.

Esta atividade será exclusiva para membros da Conexão SOS Mata Atlântica e convidados da SOS Mata Atlântica. O ponto de encontro será no SESC Madureira (Rua Ewbanck da Câmara, 90 – Bairro Madureira – Rio de Janeiro) e de lá um ônibus levará o grupo para a visita externa. O inicio da atividade será às 9h no local combinado e a previsão de retorno é às 19h no ponto de encontro.

A expedição não tem nenhum custo, mas para participar é necessário inscreve-se com antecedência através do e-mail info@sosma.org.br ou pelo tel. (11) 3262-4088 Ramal 2217 (falar com Vania). Na inscrição você deve informar que é um membro da Conexão Mata Atlântica e passar os seguintes dados pessoais: nome completo, RG, e-mail e telefone para contato. As vagas são limitadas, então não perca tempo, faça já a sua inscrição!

Como participar

Como você pode participar?


Para participar é muito simples: você pode criar um perfil na comunidade Conexão Mata Atlântica onde terá à disposição diversos ambientes e aplicativos virtuais para sua interação.

E para auxília-los nesta jornada, foi criado o Tutorial de Navegação na comunidade, em forma de apresentação multimídia. Confira e saiba como participar da nossa



Esperamos contar com a sua presença nesta atividade!

Qualquer dúvida estamos à disposição.

Obrigado,

Às Estrelas


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