Todos pela Natureza!

terça-feira, 22 de março de 2011

A intensidade do aquecimento global depende dos diferentes ecossistemas terrestres, eles estão em crise...


Crise nos ecossistemas vai além do aquecimento global


Pesquisadores apontam a importância de se considerar o efeito de diversos outros fatores que influenciam nos problemas ecossistêmicos em pequena escala e não focar apenas nas mudanças climáticas


Nos dias de hoje a tendência é culpar o aquecimento global por todas as catástrofes e fenômenos naturais que não estamos acostumados a presenciar. Porém, o conhecimento que o ser humano tem dos diferentes sistemas terrestres ainda é pequeno diante da complexidade das interações químicas, físicas, biológicas e especialmente dos efeitos que as diversas atividades antrópicas têm sobre estas interações.

Muitos estudos indicam que sim, o clima está mudando e muito provavelmente o crescimento desenfreado da população humana tem muito a ver com isso, mas nem tudo é culpa apenas do dióxido de carbono que liberamos na atmosfera.

A intensidade do aquecimento global e 
seus efeitos dependem também do estado em que se encontram os diferentes ecossistemas terrestres, ou seja, qual o nível de stress que eles têm sido submetidos. Quanto maior a intervenção humana em um determinado ecossistema, menor é a sua capacidade de resistir ao aumento das temperaturas.

Isto é o que argumenta a cientista Camille Parmesan, Bióloga de Populações da Universidade de Austin e uma das autoras de um artigo publicado na última edição da revista Nature Climate Change.

Ela cita o exemplo dos recifes de corais, que infelizmente estão cada vez mais se tornando manchete devido ao estado crítico de conservação em que se encontram. Se os recifes de corais não estivem sendo pressionados pela poluição, sobrepesca, recreação e desenvolvimento costeiro, talvez muitos deles não morreriam após eventos de temperaturas altas.

Outros fatores que influenciam no stress dos ambientes naturais e reduzem a sua resiliência são a fragmentação de habitats, presença de espécies exóticas (como Pinus e Eucalyptus, muito comuns no Brasil), eliminação de predadores e muitos outros.

O artigo alerta que muitas pesquisas estão tentando atribuir diretamente ao aquecimento do clima a culpa por determinadas mudanças locais na distribuição de espécies e biodiversidade, o que pode acabar sendo uma análise muito superficial, a menos que se tenha uma série temporal de dados significativa.

Camille explica que ligar mudanças observadas ao componente humano do aquecimento global requer uma escala diferente, o que é mais bem feito com grandes áreas, por exemplo o norte europeu ou oeste dos Estados Unidos.

“Quanto mais local a escala que você considera, se torna mais difícil atribuir eventos individuais às mudanças climáticas globais induzidas pelos gases do efeito estufa”, completa citando o caso de um estudo com borboletas que abrange toda a Europa. Este estudo, segundo ela, demonstra efetivamente como dois terços das borboletas européias em alguns países estão mudando em direção ao norte.

Degelo

Um fato que corrobora com o alerta dos pesquisadores da Universidade de Austin é a notícia vinda da África que na realidade as previsões de degelo total do Monte Kilimanjaro até 2015 não estão se confirmando.

Um dos pesquisadores que participou do artigo publicado na revista Science em 2001, Douglas R. Hardy da Universidade de Massachussets, assumiu que não deveriam ter feito a previsão sem séries de dados temporais significativas.

"Não compreendíamos muito sobre os processos complicados no pico como sabemos agora", explicou Hardy completando que as geleiras ainda estão diminuindo, mas não se tem certeza quantas décadas ainda podem persistir, talvez duas ou até cinco, comentou.

As pesquisas ao longo dos últimos dez anos demonstraram que o gelo está diminuindo em relação à área abrangida, porém não tanto em relação à espessura, o permite que persista por mais tempo.

“Ciência é e sempre foi um trabalho em evolução”, comentou o autor principal do artigo e geocientista da Universidade do Estado de Ohio Lonnie G. Thompsom. “Como cientistas, publicamos os dados baseados na melhor compreensão das informações naquela época”.Imagem: Se os recifes de corais não estivem sendo pressionados pela poluição, sobrepesca, recreação e desenvolvimento costeiro, talvez muitos deles não morreriam com o aquecimento global / Lucas Bittencourt Müller


21/03/2011 - Autor: Fernanda B. Müller - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

sábado, 19 de março de 2011

A cidade de São Paulo constrói escola de garrafas plásticas


Filipinas, escola a partir de garrafas de plástico



A cidade de São Paulo, nas Filipinas, inaugurou uma nova escola que tem a particularidade de ter sido construída a partir de garrafas de plástico de 1,5 e 2 litros, que são colocadas entre adobe .


A escola foi planeada e construída pelo empreendedor social Illac Diaz e pela MyShelter Foundation, contou com a ajuda de vários voluntários locais e foi depois doada às autoridades de São Paulo.


De acordo com o Inhabitat, também as garrafas foram doadas especificamente para este projeto. Já a escolha de adobe para unir as garrafas foi justificada pelo fato deste material ser mais barato que o cimento – e cerca de três vezes mais forte.

Esta não é a primeira escola construída a partir de garrafas de plástico. Há seis projetos semelhantes na Guatemala, por exemplo, sendo que neste País estão já sendo preparados outros quatro.
Na primeira escola, que foi construída em Granados, foram utilizadas perto de seis mil garrafas de plástico para erguer duas salas de aulas.


A construção da escola respondeu a um método inovador, criado pela Pura Vida, que consiste no enchimento de garrafas de plástico com lixo inorgânico e colocá-las entre arames – típicos das capoeiras – e cobertas de cimento. Assim, e para além das seis mil garrafas de plástico, foram utilizados ainda 930 quilos de lixo e 4.400 quilos de cimento.

Hoje, 297 crianças vão a esta escola, que custou, no total, pouco mais de sete mil euros.


Veja outros projectos de escolas construídas a partir de garrafas de plástico. E também o projeto Save The Beach Hotel.





Este projeto foi promovido por Diaz Illac visando aprofundar o estudo de arquitetura sustentável.


Publicado em 18 de March de 2011. Tags: comunidades, empreendedorismo social, escola, filipinas, guatemala, Inclusão Social

Financial Times: Empresas energéticas europeias, o foco é a Romênia


A Roménia é o novo paraíso da energia eólica. Saiba porquê.

A Roménia é o novo paraíso da energia eólica. Saiba porquê.
A portuguesa EDP Renováveis, a espanhola Iberdrola ou a austríaca OMV/Petrom são algumas das empresas que estão olhando para o mercado romeno como “um dos últimos locais da Europa onde há condições atraentes” para desenvolver projetos de energia eólica.
Segundo explica o Financial Times, a Roménia tem ventos fortes, grandes áreas despovoadas e um generoso sistema de incentivos governamentais à criação de parques eólicos. Três argumentos que estão levando as empresas energéticas europeias a “correrem” para aquele país.

O FT dá o exemplo da vila de Fantanele, onde as turbinas eólicas foram, numa fase inicial, mal recebidas – “as pessoas estavam cépticas ao início, por causa da azáfama durante a sua construção e a preocupação de que as suas culturas seriam estragadas”, explicou Gheorghe Popescu, presidente da câmara – mas agora são consideradas indispensáveis, ao ponto da população local lutar por elas.
“Muitas das pessoas estão a perguntar se as empresas energéticas vão aumentar o parque, porque querem que as turbinas cheguem também aos seus terrenos”, afirma Gheorghe Popescu.
Com um rendimento médio de 100 euros por mês, a população local consegue angariar, por ano, perto de 3.000 euros só do aluguer do terreno.
Agora, há competição entre vilas e regiões romenas para saber quem receberá este ou aquele parque eólico, projetos que estão a criar empregos e valor para as famílias e a levar o desenvolvimento à Roménia rural.
E, apesar da Roménia – que faz parte da União Europeia desde 2007 – ter sido um dos últimos países da Europa a apostar nas renováveis, o país é hoje um dos mais procurados pelas empresas energéticas europeias para desenvolverem os seus projetos.

Publicado em 18 de March de 2011. Tags: ,

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.