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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

BBC Brasil : Estrada com financiamento brasileiro na Amazônia boliviana é alvo de protesto


Comunidades indígenas reclamam que obras destruirão floresta e biodiversidade.




Milhares de pessoas na Bolívia começaram esta semana uma caminhada de 500 quilômetros contra a construção de uma rodovia que atravessa um parque indígena.

Os manifestantes reclamam que o projeto do governo de Evo Morales vai promover a colonização de terras ao redor da estrada, destruindo a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas.


(Foto: BBC)

Pessoas participam de caminhada de 500 km

A estrada de 300 quilômetros será construída pela empreiteira OAS, com financiamento de US$ 320 milhões do BNDES. O governo brasileiro alerta, no entanto, que só vai liberar os recursos se os bolivianos chegarem a um acordo sobre o projeto.

O Parque Nacional e Território Indígena Isiboro Sécure, conhecido como Tipnis, tem 1,2 milhões de hectares e possui uma das maiores reservas de água da América do Sul. Ativistas acreditam que a construção da estrada poderá resultar no desmatamento de 600 mil hectares ao longo dos próximos 20 anos.

A estrada está sendo construída para facilitar o transporte de mercadorias entre a região de Beni e La Paz. O plano foi lançado em 1990, e desde então mais de 900 abaixo-assinados foram feitos exigindo que o território seja respeitado e protegido.

Manifestantes reclamam que o projeto vai destruir a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas


'Consenso'

O projeto tem financiamento do governo brasileiro, que afirma que só repassará todas as verbas quando os bolivianos chegarem a um consenso sobre a estrada.

'O objetivo é que o financiamento brasileiro seja condicionado a um projeto que atenda aos requisitos bolivianos e brasileiros', disse o embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato.'Não existe atividade humana que não tenha impacto ambiental. Nós acreditamos que isso gera crescimento econômico e prosperidade. Me parece que a questão principal agora é como construir um consenso democrático; não é unanimidade, que não existe na política, mas sim consenso

.O projeto mobilizou demonstrações na Bolívia organizadas pelas redes sociais.


'O Tipnis é importante por causa da sua biodiversidade. Mais de 3,6 mil espécies de faunavivem lá. Nós exigimos respeito aos direitos humanos das comunidades indígenas: os Yucarae, os Moxenhos e os Chiman', afirma a ativista Daniela Leyton.'Há tesouros de madeira, vegetação e culturas de três comunidades, que possuem direitos inalienáveis.'Recentemente, o governo boliviano anunciou que existe petróleo e gás na região de Tipnis



G1


terça-feira, 21 de junho de 2011

BBC Brasil: 75% dos corais correm sério risco de extinção


Extinção histórica ameaça vida nos oceanos, alerta estudo


As mudanças climáticas, a pesca predatória e a poluição atuam nos oceanos de uma forma cada vez mais intensa, que não havia sido antecipada. Esta é uma das principais conclusões de um estudo feito por especialistas do Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos (IPSO, na sigla em inglês), entidade formada por cientistas e outros especialistas no assunto, segundo informações da BBC Brasil. 
A pesquisa, que será apresentada nesta semana na sede da ONU, em Nova York, durante encontro sobre os oceanos, reuniu especialistas de diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca. 
''As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos'', alertou Alex Rogers, diretor científico do IPSO e professor da Universidade de Oxford. 
Entre as mudanças que estão ocorrendo antes do esperado estão o derretimento da camada de gelo no Ártico, na Groenlândia e na Antártida, o aumento do nível dos oceanos e liberação de metano no leito do mar.

O estudo observou também que existem efeitos em cadeia provocados pela ação de diferentes poluentes. A pesquisa observou, por exemplo, que alguns poluentes permanecem nos oceanos por estarem presos a pequenas partículas de plástico que foram parar no leito do oceano. 
Consequentemente, há um aumento também do poluentes que são consumidos por peixes que vivem no fundo do mar. 
Ainda contamos com boa parte da biodiversidade mundial, mas o ritmo atual da extinção é muito mais alto (do que no passado) e o que estamos enfrentando é, certamente, um evento de extinção global significativa - Alex Rogers. 
Partículas de plástico são responsáveis também por transportar algas de parte a parte, contribuindo para a proliferação de algas tóxicas, o que também é provocado pelo influxo para os oceanos de nutrientes e poluentes provenientes de áreas agrícolas. 
O estudo descreveu ainda como a acidificação do oceano, o aquecimento global e a poluição estando agindo de forma conjunta para aumentar as ameaças aos recifes de corais, tanto que 75% dos corais mundiais correm o risco de extinção. 
Entre as medidas que o estudo recomenda que sejam tomadas imediatamente estão o fim da pesca predatória, especialmente em alto mar, onde, atualmente há pouca regulamentação; mapear e depois reduzir a quantidade de poluentes, como plásticos, fertilizantes agrícolas e detritos humanos; e reduzir de forma acentuada os gases do efeito estufa.

Fonte: 
BBC Brasil
EcoDesenvolvimento 

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