segunda-feira, 26 de novembro de 2012

WWF - Boletim novembro: Educação, Energia e Ecossistema



O mês de novembro começou com uma grande novidade do Panda para professores, educadores e pais, com o lançamento de kits de Educação Ambiental que podem ser baixados de forma gratuita em nosso site. Já no dia 12 comemoramos o Dia do Pantanal, a maior planície alagada do planeta. 
Ainda neste mês publicamos, junto com alguns parceiros, um relatório que expõe problemas na política energética brasileira e aponta caminhos para seu desenvolvimento futuro. Fique por dentro!

Educação 



Cem professores e educadores de Pirenópolis (GO) serão capacitados até o fim do ano em conservação da biodiversidade do Cerrado, atingindo 26 escolas públicas e outros espaços daquele pólo turístico e cultural distante 140 quilômetros de Brasília.
A capacitação é mais um passo do projeto Biodiversidade nas Costas – Cerrado, iniciativa do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis (PESS) do WWF-Brasil, por meio de uma parceria com a empresa de auditoria financeira KPMG e com o Ecocentro IPEC. As cartilhas podem ser baixadas em nosso site

Mudanças Climáticas e Energia



Relatório preparado por pesquisadores de instituições públicas e privadas e de organizações não-governamentais, como WWF-Brasil, destaca equívocos da política energética brasileira, financiada principalmente com dinheiro dos contribuintes, e aponta alternativas para geração, transmissão, distribuição e uso eficiente da eletricidade, com sustentabilidade ambiental e justiça social. 
O WWF-Brasil destaca que o planejamento da expansão da nossa matriz energética deve estabelecer um equilíbrio entre aspectos técnicos, econômicos, sociais e ambientais. E a sustentabilidade socioambiental precisa ser fator central nos processos de tomada de decisão. É fundamental investir em medidas de eficiência e racionalização que reduzam a necessidade da instalação de novas fontes de geração e diversificar a matriz energética brasileira complementando a hidreletricidade com outras fontes de energia limpa e renovável ainda pouco exploradas diante do grande potencial existente.

Dia do Pantanal



Em 12 de novembro foi comemorado o dia do Pantanal. Para celebrar a data, publicamos um vídeo, que mostra belezas naturais, ameaças e exemplos de projetos de conservação apoiados pelo WWF-Brasil no Pantanal, maior área úmida continental do planeta e berço de uma das maiores biodiversidades do mundo. 
As imagens foram captadas em uma viagem de campo organizada pelo WWF-Brasil no ano passado. O objetivo foi registrar, por meio de fotos e imagens de vídeo, o Pantanal e áreas do Cerrado na Bacia do Alto Paraguai.


Sobre o Pantanal

Maior planície alagável do planeta, o Pantanal ocupa uma área de 158.592 quilômetros quadrados, mas a Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai, responsável pela sua formação é muito maior. Ao todo, a bacia transfronteiriça abrange uma área de 624.320 km2, sendo aproximadamente 62% no Brasil, 20% na Bolívia e 18% no Paraguai, com recursos hidrológicos importantes para o abastecimento das cidades, onde vivem aproximadamente três milhões de pessoas.

Existem registros de pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e vertebrados. Desse total, entre as quais estão 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325 peixes, 53 anfíbios, 98 répteis, 656 aves e 159 mamíferos. 

A importância ambiental da maior área úmida continental teve o seu reconhecimento a partir de 1998, quando o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, pela Constituição brasileira. Em 2000, o Pantanal recebeu o título de Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Desde 1998, WWF-Brasil e WWF-Bolívia vêm atuando com projetos de conservação no Pantanal, com uma visão transfronteiriça, olhando a bacia como um todo e em articulação com parceiros locais. A escolha do bioma como uma de suas áreas prioritárias de atuação da ONG deve-se ao reconhecimento da importância do Pantanal para a conservação da biodiversidade.

A importância das áreas úmidas

As áreas úmidas existem em todos os tipos de ecossistemas e são importantes para a manutenção da biodiversidade de regiões importantes. Situadas em uma interface entre a água e o solo, são ecossistemas complexos, pressionados não somente pela ação direta do homem, mas também pelos impactos sobre ecossistemas terrestres, marinhos e de água doce adjacentes.

As áreas úmidas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, mas, também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disto, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.

Estudo mostra maior impacto na parte alta da Bacia 

Estudo realizado pelo WWF-Brasil em parceria com ONGS que atuam no Pantanal brasileiro mostra que a planície inundável, onde está o Pantanal, ainda está bem conservada, com 86,6% da sua cobertura vegetal natural. A situação é bem diferente na parte alta da bacia hidrográfica, nas regiões do Cerrado, onde apenas 41,8% da vegetação natural permanecem com sua formação original. 

O estudo denominado Monitoramento das Alterações da Cobertura Vegetal e Uso do Solo na Bacia Alto Paraguai foi realizado por um consórcio de ONGs, entre elas o WWF-Brasil. O objetivo do estudo lançado em maio de 2010 foi fazer uma análise detalhada das mudanças de cobertura vegetal e uso do solo, ocorridas na Bacia do Alto Paraguai no período de 2002 a 2008. 

O mapa também registrou um percentual maior de desmatamento no planalto da BAP. De 2002 a 2008, o lado brasileiro da BAP, onde está o Pantanal, teve uma perda de 4% de sua vegetação natural, contra 2,4% da planície.

Veja fotos:
http://www.flickr.com//photos/wwfbrasil

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