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Fundação lança Plataforma Ambiental aos municípios
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Amanhã (1/8), a Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), lança a Plataforma Ambiental aos Municípios 2012. O documento apresenta os principais pontos da agenda socioambiental que precisam ser discutidos, respondidos e solucionados pelos próximos dirigentes dos municípios. A plataforma funciona como um instrumento de apoio ao cidadão eleitor, contribuindo no momento da escolha de seu candidato e na hora de cobrar propostas e resultados; e aos candidatos, que poderão utilizá-la e incorporar os temas em seu Plano de Governo. O documento estará disponível a partir de amanhã em www.sosma.org.br/projeto/
Centro de Experimentos Florestais dobra capacidade de produção de mudas
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O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Schincariol, localizado em Itu (SP), concluiu uma obra que dobra sua capacidade de produção de mudas. O viveiro, que tinha a capacidade de produzir 400 mil mudas por ano, agora chegará a produzir 800 mil. A ampliação faz parte das comemorações do 5º aniversário do Centro, que será festejado em novembro deste ano. Outras ações estão previstas para marcar a data, como um programa de coleta e armazenamento de sementes. Segundo Ludmila Pugliese, gerente de Restauração Florestal da SOS Mata Atlântica e coordenadora do Centro, a ampliação do viveiro “é um importante passo para que cada vez mais projetos de restauração da Mata Atlântica possam ser realizados”. O Centro de Experimentos Florestais realiza também atividades de educação ambiental e é sede dos programas de restauração florestal da Fundação – Clickarvore e Florestas do Futuro – que juntos já realizaram o plantio de mais de 28 milhões de mudas de espécies nativas e recuperaram mais de 14 mil hectares de Mata Atlântica.
10 mil já enviaram cartas aos parlamentares que pioram o Código
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A campanha Floresta Faz a Diferença alcançou 10 mil envios de e-mails aos parlamentares responsáveis pelas piores emendas da Medida Provisória (571/12) do Código Florestal. A meta é pressionar os deputados e senadores para que não votem nas emendas da bancada ruralista, bem como deixar o recado afirmando que a sociedade está de olho no trabalho do Congresso e lembrá-los que eles podem receber “cartão vermelho”. O mote da campanha é “O Jogo Não Acabou, Vamos Apitar Esta Partida”. Na opinião de Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, “o governo tenta filtrar os e-mails recebidos e segue o mau exemplo de não respondê-los”. “O mesmo foi feito com os 2 milhões de assinaturas colhidas pela petição contra as alterações do Código Florestal da Avaaz, também ignorada pelo governo”. Porém, Mantovani afirma que “o capital social da campanha continua forte e mobilizado nessa segunda fase”. Veja a lista dos parlamentares e envie um e-mail pelo site www.florestafazadiferenca.org.
18 proprietários foram contemplados pelo edital complementar do Clickarvore
A SOS Mata Atlântica anunciou o resultado do edital complementar de 2010 do programa Clickarvore. No total, 18 proprietários foram contemplados com 709.911 mudas para a restauração de mais de 400 hectares de Mata Atlântica. Foram selecionadas 17 propriedades da região Oeste de São Paulo e uma do Sul da Bahia. Os projetos aprovados têm como foco a restauração florestal e contemplam a conservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a conectividade de fragmentos florestais e a proximidade com Unidades de Conservação (UCs). Com a aprovação das propostas, a equipe de restauração florestal da Fundação realizará vistorias periódicas nas propriedades. Após três anos, se forem constatados bons resultados de restauração, o proprietário rural poderá receber incentivos econômicos. O objetivo é que o proprietário direcione o recurso para melhorias na sua propriedade, aliando a restauração florestal com a adequação ambiental das áreas rurais. O edital complementar contou com recursos do Bradesco Capitalização e Bradesco Cartões. Veja a lista de propriedades contempladas no site da Fundação.
SOS Mata Atlântica forma Monitores em Educação Ambiental Vivencial
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Entre os dias 24 a 26 de julho, a Fundação SOS Mata Atlântica realizou o curso de formação de Monitores para Educação Ambiental Vivencial, no Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Schincariol, em Itu-SP. Os monitores atuarão no projeto “Aprendendo com a Mata Atlântica”. No curso, eles puderam trabalhar a educação ambiental teórico-prática e aplicar a metodologia do Aprendizado Sequencial – Sharing Nature nos roteiros das visitas. Essa é uma metodologia que considera a ordem das atividades de contato com a natureza para conseguir a atenção, envolvimento e empatia dos participantes das ações de educação ambiental. Participaram 19 pessoas de Itu e região, inclusive representantes da secretaria do Meio Ambiente de Itu. Saiba mais no blog da SOS Mata Atlântica.
Últimos dias da exposição itinerante da SOS Mata Atlântica em Natal
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Está em Natal? Aproveite, essa é a última semana do projeto “A Mata Atlântica é Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante” na cidade. Até domingo (5/8), dois caminhões adaptados para atividades de educação ambiental estão no Campus da Universidade Federal do Rio Grade do Norte, no estacionamento ao lado do restaurante universitário, no Bairro Lagoa Nova. Entre os dois caminhões, em uma tenda de 150 m², o público pode conhecer a exposição “Nosso Verde Também Depende do Azul”, que traz informações sobre a importância dos mares e sua relação com a Mata Atlântica. Durante a visita, a equipe da SOS Mata Atlântica promove atividades gratuitas com o público, como jogos educativos, palestras, cursos, oficinas, cinema e muito mais. O projeto funciona das 10h às 17h até o dia 4 de agosto e das 10h às 16h no dia 5 de agosto. Acesse a programação completa no portal da Fundação. O patrocínio é de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões & Ônibus, com apoio de diversos parceiros locais.
Homenagem a Ilmar Bastos dos Santos
A Fundação SOS Mata Atlântica lamenta o falecimento, na última quarta-feira, 25 de julho, de Ilmar Bastos dos Santos, um dedicado colega e entusiasta das causas ambientalistas. Biólogo com mestrado em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre 1998 e 2003 Ilmar foi superintendente executivo da Fundação Biodiversitas e integrou o Conselho Fiscal da Federação das Fundações de Direito Privado de Minas Gerais (2001-2003) e o conselho curador da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte (1991-2004). Em abril deste ano, após ter sido indicado e aprovado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ele assumiu a presidência da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM) do Estado. Dentre outras importantes contribuições em sua história, Ilmar foi do grupo de pesquisadores e especialistas do Workshop Mata Atlântica 1990, que apoiou a definição do conceito, das prioridades e das estratégias para proteção do bioma. Ilmar deixa a todos os familiares, amigos e ao setor socioambientalista um grande legado de luta em prol da conservação do meio ambiente e da Mata Atlântica.
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Fundação lança Plataforma Ambiental aos municípios
sábado, 28 de julho de 2012
O raro kakapo (Stringops habroptilus)
O kakapo (Strigops habroptilus) é uma espécie de papagaio noturno, endémico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem Psittaciformes incapaz de voar. O seu nome comum significa papagaio da noite em maori. O kakapo é uma ave em em perigo crítico de extinção, com uma população total de apenas 86 exemplares, todos eles monitorados por equipas científicas.
O kakapo é um papagaio de constituição robusta que pode medir até 60 cm de comprimento e pesar entre 3 a 4 quilos, um valor relativamente elevado em relação a outras aves do seu tamanho e que só é possível por ser não voadora. As asas são atrofiadas e pequenas e servem apenas como balanço quando estas aves circulam entre ramos de árvores. A ausência de músculos de voo faz também com que o esterno seja relativamente reduzido por relação ao seu tamanho.
A plumagem do kakapo providencia uma boa camuflagem contra a vegetação nativa e é em tons de verde-seco, listado de preto na zona dorsal, sendo a zona ventral e garganta de cor amarelada. Como não têm penas de voo rijas, os kakapos têm uma plumagem muito suave e macia, o que lhes valeu o epíteto específico habroptilus, que significa precisamente pena suave em Grego. Os kakapos têm penas especializadas na zona do bico, que servem a função de bigodes sensoriais e lhes permitem um melhor reconhecimento do ambiente durante a noite, o seu período de actividade. Como complemento, estas aves têm um sentido de olfacto muito apurado.
Outra característica distintiva dos kakapos é o seu odor intenso, descrito como uma mistura de flores e mel. Apesar de agradável ao nariz humano, este odor provou ser uma enorme desvantagem para a espécie com a introdução dos primeiros predadores, que depressa aprenderam a reconhecer o cheiro do kakapo. Quando em perigo, o kakapo fica paralisado à espera que a sua camuflagem o proteja dos predadores, o que pode ter funcionado com as águias-de-haast e outras aves sem olfacto, mas representava uma estratégia perigosa junto de mamíferos de nariz apurado.
Os kakapos são aves herbívoras que se alimentam de várias espécies nativas da Nova Zelândia, consumindo sementes, frutos e pólen. A sua fonte de alimento favorita é o fruto do rimu, uma árvore endémica do seu habitat. Ocasionalmente, os kakapos podem também alimentar-se de insectos e outros pequenos invertebrados.
Reprodução
Os kakapos têm uma estratégia reprodutiva única no grupo dos psitacídeos. Na época de reprodução, os machos abandonam os seus territórios para tomar posse de uma espécie de arena, onde realizam exibições elaboradas, destinadas a atrair o maior número possível de fêmeas. Os locais favoritos para estas exibições são topos de colinas ou de escarpas e os machos lutam entre si pelas localizações mais favoráveis.
Dentro da sua arena, que chega a ter cerca de 7 km de comprimento, cada macho escava diversas depressões no solo, junto de árvores ou rochas, com cerca de meio metro de diâmetro e 10 cm de profundidade. Estas depressões são mantidas limpas de detritos e marcas de pegadas com todo o cuidado. Durante o período de actividade noturno, o macho percorre as diversas depressões, utilizando cada uma como palco para emitir vocalizações ruidosas de baixa frequência que podem ser ouvidas a cerca de 1 km de distância.
As fêmeas ouvem as vocalizações dos vários machos e eventualmente fazem a sua escolha, dirigindo-se para a arena correspondente. A cópula ocorre após uma breve exibição do macho perante a fêmea e depois do encontro ambos separam-se e regressam às suas actividades: o macho retoma as vocalizações para atrair mais fêmeas; as fêmeas regressam aos seus territórios sozinhas.
As fêmeas de kakapo colocam entre 1 e 4 ovos por postura, em ninhos toscos construídos no solo ou em cavidades nos troncos de árvores. Após um período de incubação de cerca de 30 dias, os juvenis chocam sem penas e totalmente dependentes da sua progenitora. Uma vez que a fêmea tem que abandonar os ovos e juvenis todas as noites, para procurar alimento, estes são muito vulneráveis à acção de predadores. Os juvenis tornam-se mais ou menos independentes com cerca de 10 a 12 semanas, embora a progenitora possa continuar a alimentá-los esporadicamente durante os seis meses seguintes.
A reprodução dos kakapos é errática e não ocorre todos os anos. Estudos recentes sugerem que esteja associada aos períodos de frutificação do rimu, a árvore que produz o seu alimento favorito, que ocorre com 3 a 5 anos de intervalo.
A maturidade sexual dos machos ocorre aos 5 anos de idade e a das fêmeas entre os 9 e 11 anos. Em condições normais, o kakapo pode viver até aos 60 anos.
Os antepassados dos kakapos colonizaram a Nova Zelândia há milhões de anos atrás. Com o passar do tempo geológico, o kakapo ancestral, que deveria ser semelhante aos papagaios modernos, evoluiu de acordo com o seu ambiente, livre de predadores e semmamíferos nativos à excepção de 3 espécies de morcego. Em consequência, tornaram-se maiores e mais pesados, perderam a capacidade de voar e ocuparam o nicho ecológico normalmente preenchido por pequenos mamíferos noturnos e herbívoros. Antes da chegada dos humanos ao arquipélago, o kakapo era uma espécie muito bem sucedida, com uma população de milhões de indivíduos, distribuida por ambas as ilhas principais da Nova Zelândia.
A chegada dos maori deu início ao declínio dos kakapos. Os maori caçavam esta espécie como fonte de comida fácil, uma vez que os kakapos paralisam com o perigo, mas também pelas suas penas usadas para decorar capas. As cabeças de kakapo eram também muito procuradas como ornamentação de brincos, depois de secas. Em paralelo com a caça, os cães e ratos-do-pacífico introduzidos pelos maori, causaram uma hecatombe na população de kakapos, perseguindo não só os adultos, mas principalmente ovos e juvenis. No final do século XIX, a introdução planeada de mustelídeos como doninhas, toirões e arminhos, destinada a controlar a população decoelhos (outra espécie invasora), colocou os kakapos à beira da extinção.
A situação era de tal forma crítica que o governo neozelandês declarou a Ilha Resolution, livre de espécies invasoras, como reserva natural em 1891. O curador era o naturalista Richard Henry, que deslocou cerca de 200 kakapos e um grupo de kiwis para a zona. Este esforço de conservação foi destruido cerca de 15 anos depois, quando um grupo de arminhos colonizou a ilha e matou toda a população de aves em perigo.
Ao longo do século XX, houve várias tentativas de conservação semelhantes, todas frustradas pela presença de espécies invasoras. Há alguns anos (início de 2006), Constavam 126 exemplares de kakapo vivendo nas ilhas Chalky, Codfish e Stweart, ao largo da costa Sul da Nova Zelândia, todas caracterizadas pela abundância de rimus. Como as ilhas são constantemente vigiadas para impedir a invasão de mustelídeos, ratos e gatos selvagens, a população de kakapos tem-se mantido estável, apesar de inferior a 200 indivíduos. Para estimular a reprodução, os conservadores “falsificam” todos os anos a frutificação do rimu, introduzindo frutos artificialmente, numa tentativa de convencer os kakapos a iniciar a época de reprodução. Para evitar a consanguinidade, os machos sobreviventes são transferidos de ilha todos os anos e as linhagens de cada indivíduo são cuidadosamente anotadas. Apesar de extremamente crítico, o estado de conservação do kakapo tem vindo a melhorar e há planos para construir uma reserva capaz de suportar outros 100 indivíduos na Ilha do Sul.
População atual de apenas 91 exemplares,
todos eles monitorados por equipes científicas.
Referências
BirdLife International (2004).
BirdLife International (2004).
Strigops habroptilus. 2006
IUCN Red List of Threatened Species. (IUCN 2006).
O Homem que Plantava Árvores - Frédéric Back
L'homme qui Plantait des Arbres
Sinopse:
O filme, baseado num belíssimo conto do francês Jean Giono, de 1953, foi realizado por Frédéric Back, considerado por muitos um gênio da arte e da animação. Conta a estória de Elzeard Bouffier, um pastor de ovelhas que durante anos cultivou uma floresta esplendorosa numa área desértica da França. O conto é narrado por um jovem viajante (o esplêndido Philippe Noiret, no áudio francês), que um dia encontra este homem nas suas viagens e acompanha a mudança na paisagem no decorrer dos anos. A beleza calma da paisagem contrasta com a fúria das duas Grandes Guerras que o narrador assiste e o feito notável do pastor oferece um olhar do poder inspirador da natureza e da esperança, que podem emergir no mais improvável dos lugares
Esta animação delicada e única, vencedora do OSCAR® de curtas de animação, é um tributo ao trabalho árduo e à paciência.
Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos. (Laercio Almeida)
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