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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Manaus foi a metrópole brasileira que mais cresceu na última década

Em Manaus, a fauna visita a cidade

Ameaçado pelo crescimento urbano, o Sauim de Coleira não se intimida, foto: Richard Lowkes

Manaus foi a metrópole brasileira que mais cresceu na última década, 22,84%, de acordo com o censo de 2010. Ela passou de 9ª para 7ª maior cidade brasileira e atingiu uma população de 1,7 milhão de habitantes. Mas não deixou de estar inserida na floresta Amazônica. E assim, além de turistas do mundo inteiro, recebe também seus turistas silvestres.

Neste início de ano, período final da seca, jacaré é o bicho que mais dá trabalho para a equipe de resgate do parque municipal Sauim-Castanheiras. “Com a redução dos corpos d’água, fica mais propício encontrar os crocodilianos”, afirma o veterinário Laérzio Chiesorin Neto, da equipe do parque. É também “temporada” de resgate de serpentes, principalmente jiboias. Com a subida do nível das águas e por falta de áreas verdes, as cobras procuram abrigo na casa das pessoas.

Em maio, gaviões em época de nidificação também dão trabalho para a equipe de resgate. O gavião-carijó (Rupornies Magnirostris), comum em áreas urbanas e ao longo de estradas, costuma fazer ninho em árvores altas nos quintais das casas. Para proteger os filhotes, o casal de aves procura evitar a aproximação de qualquer outro ser que possa representar perigo. E isto inclui as donas de casa, vítimas de bicadas na cabeça quando saem para estender roupas para secar.

O veterinário Laérzio Chiesorin cuida de um papagaio e uma preguiça, fotos: Vandré Fonseca

No ano passado, o número de resgates de animais feitos pelo parque foi 10,8% menor do que em 2009. Em 2010, foram 1247 resgates, contra 1398 no ano anterior. Os mais comuns são de jiboias, jacarés e preguiças. Mas em Manaus também são encontrados, e resgatados, aves, primatas – como o sauim-de-coleira (Saguinus bicolor, muito ameaçado pela expansão urbana) e outros mamíferos e répteis. A equipe atende tanto a chamados para resgatar animais de vida livre quanto para abrigar bichos libertados do cativeiro, que representam entre 20 e 30 % dos atendimentos.

A intenção da equipe do parque é sempre devolver o bicho à natureza o mais rápido possível. Após a captura, o animal é examinado e se estiver em boas condições é devolvido ao seu habitat. Se precisar de cuidados, até se recuperar, fica hospedado nesse hotel tropical para a fauna de Manaus.

Revista ambiental com acesso gratuito

Ecologi@ é a nova revista ambiental online de acesso gratuito

Ecologi@ é a nova revista ambiental online de acesso gratuito

Ecologi@ é uma nova revista online e de acesso gratuito que tem como objectivo “divulgar a ciência ecológica e fazer a ligação entre ciência e sociedade, levando a ecologia a todas as pessoas”. O projecto é da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, através da Sociedade Portuguesa de Ecologia(Speco) .

A publicação, que já era uma ideia antiga mas só agora conseguiu reunir as condições necessárias para ser posta em prática, é quadrimestral e reserva o seu espaço a todos os investigadores associados ao meio académico, dedicados à área da ciência da ecologia. Os artigos serão submetidos a revisão por um corpo editorial.

O primeiro número da Ecologi@ é dedicado à biodiversidade, com diversos artigos científicos, de opinião, de divulgação e resumos de teses de mestrado e de doutoramento. O objectivo é preencher, simultaneamente, propósitos de divulgação e comunicação de ciência, sem deixar de valorizar o contacto com a sociedade, explicou a investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, Paula Sobral, que assume ainda a função de editora principal.

“Acreditamos que a revista tem um grande potencial, uma vez que não existe nenhuma publicação científica, em português, sobre o tema”, acrescentou a responsável, em declarações ao Público. “Este é um passo no sentido dos investigadores comunicarem melhor, mas ainda estamos só a começar”, concluiu.

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Biodiversidade, conservação e recursos naturais são apenas alguns dos temas da revista

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ilha da Madeira, reflorestamento pós-incêndio

Madeira: Helicóptero lança sementes sobre áreas devastadas

Madeira: Helicóptero lança sementes sobre áreas ardidas

Um helicóptero Merlin, da Força Aérea Portuguesa, vai pulverizar cerca de dois mil hectares do maciço montanhoso central da ilha da Madeira com 380 quilos de sementes de 19 espécies da floresta endémica, com o objectivo de reflorestar as áreas ardidas naquela região.

Os incêndios no passado Verão consumiram uma área de 8.500 hectares de mancha florestal e, posteriormente, foi lançada uma campanha de sensibilização ambiental, tendo sido recolhidos, por 350 voluntários, 940 quilos de sementes em locais estratégicos da ilha. As sementes que serão agora lançadas, através de uma técnica de reflorestamento, inédita, foram selecionadas entre aquelas que foram reunidas na iniciativa.

A área escolhida é um local praticamente inacessível da cordilheira central da ilha da Madeira, entre os Picos Ruivo, Areeiro e Encumeada, e, de acordo com o secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, Manuel António Correia, prevê-se que a cobertura arbórea se torne “ainda melhor do que antes dos incêndios” de Agosto, uma vez que esta altura do ano é propícia à semeadura (fixação no solo e germinação).

Os incêndios do último Verão devastaram uma grande área da floresta madeireira, incluindo o Parque Ecológico do Funchal, que ficou praticamente destruído. Foi desencadeada com urgência uma ação de limpeza e reflorestamento em larga escala devido à sua importância para a segurança da cidade, comentou aTVI24, citando a agência Lusa.

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