Todos pela Natureza!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Botos Cor de Rosa são capturados impunemente, embora sendo crime ambiental, para servir de isca...

boto-vermelho �mais uma esp�ie amea�da da fauna brasileira
Apesar de ser crime ambiental, pesca predatória de animais silvestes ainda é uma realidade comum/Foto: Joachim S. Muller

A população de botos-vermelhos na região de Tefé, interior do Amazonas, caiu 10% na última década. A informação é de Nívia do Carmo, pesquisadora do Projeto Boto do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e presidente da Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa).
A causa da diminuição pode ser a captura predatória de botos-vermelhos para serem usados como isca na pesca da piracatinga (espécie de peixe necrófago – que come carniça de animais mortos), de porte médio, podendo medir até 45 centímetros (cm). O peixe é muito abundante na região amazônica e consumido em larga escala pelos colombianos.
Os estudos são realizados desde 1993 na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – distante de Manaus cerca de 700 quilômetros (km). Em outubro e novembro de 2010, pesquisadores do Inpa percorreram as comunidades em torno de Tefé. Durante a excursão, eles constataram que a caça dos botos é constante e tratada de forma natural pelos moradores, embora tenham consciência de que a pesca ou caça de animais silvestres é crime ambiental.
A Colômbia é um grande apreciador de peixes Siluriformes (peixes lisos ou de couro) da Amazônia brasileira e a pesca da piracatinga se torna uma atividade lucrativa para os ribeirinhos que habitam essas localidades.

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação


DA AGÊNCIA BRASIL

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado hoje (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, .símbolos da fauna brasileira ameaçada



Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades deconservação  

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.


O ICMBio lançou hoje (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Poda, uso sustentável da Floresta Amazônica pode valer 4,1 mil milhões de euros por ano ao Brasil

A poda sustentável de árvores na floresta Amazónia, para a extração de madeira, poderá gerar ao Brasil cerca de 4,1 mil milhões de euros e 170 mil novos empregos, de acordo com um estudo encomendo pelo Ministério da Fazenda brasileiro.

Se considerarmos, por outro lado, a gestão de produtos como a castanha do Pará, o açaí ou a borracha como atividade rentável, o número de empregos poderá subir aos 500 mil.

O estudo, anunciado ontem, revela que esta poda sustentável não só pode garantir a preservação a longo prazo da floresta, como gerar rendimento e um emprego para os habitantes da Amazónia, tornando-se assim numa atividade económica útil ao Brasil.

O relatório ainda não foi publicado, mas as suas principais conclusões foram anunciadas antecipadamente para salvaguardar a rapidez na concessão de áreas da selva a madeireiros interessados em explorá-las de forma sustentável – e assim combater a devastação sem controle.

“A principal conclusão do estudo é que a atividade que mais pode gerar rendimento e emprego na Amazónia e, ao mesmo tempo, manter a floresta de pé, é a gestão sustentável da madeira”, revelou o diretor do Serviço Floresta Brasileiro (SFB), António Carlos Hummel.

Este número é mais do dobro do valor angariado pelo Brasil, pela mesma atividade, em 2009. Nesse ano, a poda sustentável ficou em torno de 1,6 mil milhões de euros.

De acordo com números oficiais, dos cerca de seis mil milhões de euros que o Brasil recebeu, em 2009, pelas atividades florestais, apenas 28,6% vieram da poda da madeira nas selvas nativas. Por outro lado, 66,4% teve origem na silvicultura.

“O nosso objetivo é fechar este ano com um milhão de hectares concedidos e ter, até 2025, dez milhões de hectares operados por concessionárias”, anunciou também Hummel, explicando a estratégia do SFB.

Ainda de acordo com o director do SFB, o Governo pode conceder 10 milhões de hectares de florestas, outros 10 milhões de hectares de áreas de selva para vilas rurais e 10 milhões de hectares de reservas para serem exploradas, de forma sustentável, pelos seus habitantes.

Com estes contratos, os madeireiros podem explorar as áreas por 40 anos mediante planos aprovados pelo Governo mas que só permitem a poda anual de 3,33% da concessão, para poder garantir a recuperação da selva.

Paralelamente, a concessionária precisa de realizar um inventário dos recursos da reserva e comprometer-se a não extrair mais que 25 metros cúbicos de madeira por hectare; manter 10% das árvores de pé, para que possam fornecer sementes; e não cortar espécies com menos de três exemplares por hectare.

“O nosso maior objetivo é contar com uma estratégia de uso sustentável da floresta a longo prazo, que mantenha a selva de pé e gere rendimentos e emprego para os habitantes da região, o que evita a desflorestação”, concluiu o responsável.

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.