Estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, aponta que os cursos d´água que contêm mais espécies são aquelas que possuem melhor qualidade e menos impurezas. Publicado pela revista científica “Nature”, a pesquisa assinala que alguns microorganismos como as algas absorvem a poluição e que quanto maior o número delas, melhor será o trabalho da filtragem dos poluentes.
Para o autor do estudo, Bradley Cardinale, a biodiversidade auxilia bastante no tratamento das águas: “Uma implicação [do estudo] é que, se nós deixarmos a natureza fazer suas coisas, não temos de correr para criar usinas muito caras de tratamento de água por todo o planeta”, afirmou.
Processo de pesquisa
Há muito tempo, ativistas do meio ambiente avisavam as autoridades que a queda na biodiversidade nos rios e mares ocasionava uma perda no controle das pragas e doenças, na produtividade da pesca e principalmente na limpeza desses ecossistemas. Mas eles não tinham um método que provasse as argumentações.
Agora, Cardinale comprovou através da criação de rios de miniaturas que a biodiversidade realmente é um “esfregão natural” na purificação dos rios. Ele montou 150 miniaturas dos rios dos EUA e a partir daí, começou a inserir nestes minirrios oito variedades de algas para descobrir se as águas ficavam limpas.
Após esse processo, o pesquisador de Michigan concluiu que a completa mistura das oito algas removia o nitrato dos rios 4,5 vezes mais rapidamente do que faria, em média, uma espécie sozinha.
Financiado pelo Fundo Nacional de Ciência, a pesquisa procura evidenciar que a biodiversidade é um bem que favorece o país em vários aspectos, inclusive no que se refere ao tratamento natural das águas.
Precisamos de 200 mil assinaturas em nossa petição. Ela ajudará evitar que substitutivo ao projeto de lei n° 1876/99 - que prevê mudanças no Código Florestal seja aprovado. A votação está prevista para breve no Congresso Nacional.
Veja no vídeo como essas alterações poderão reduzir drasticamente as áreas naturais protegidas de nosso país, prejudicando o meio ambiente e a sociedade civil.
Você tem papel decisivo para que possamos proteger nosso maior patrimônio.
Assine e divulgue nas redes sociais. Juntos vamos impedir que o Brasil entre na contramão da história.
Fundação Grupo Boticário e SOS Florestas lançam animação para mobilizar sociedade e estimular a assinatura do manifesto contra o substitutivo de Aldo Rebelo e em defesa de propostas que conciliem produção e conservação
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a campanha SOS Florestas, lançou nesta segunda-feira o vídeo “Código Florestal em Perigo”. A animação alerta para os efeitos negativos das alterações no Código Florestal previstas no substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que está pronto para ir ao plenário da Câmara dos Deputados.
O vídeo está disponível no Youtube (link também disponível em box ao lado). A campanha é uma aliança entre organizações ambientalistas e movimentos sociais que são contrários ao projeto de Rebelo e da qual a Fundação faz parte. O objetivo dessas instituições é utilizar o filme como uma ferramenta de mobilização social, incentivando o público a aderir à causa e assinar um manifesto virtual que será enviado aos parlamentares.
O vídeo apresenta a dimensão dos impactos decorrentes da redução das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) – beira de rios, topos de morros e encostas íngremes – e de Reserva Legal (RL), caso sejam aprovadas as alterações propostas.
Com a diminuição das APPs, por exemplo, os riscos de erosão, deslizamentos e enchentes, tanto em zonas urbanas como rurais, aumentariam. De acordo com relatório do Observatório do Clima divulgado no fim de 2010, com a redução das matas nas margens de rios, estima-se que o país possa perder uma área equivalente a dois milhões de campos de futebol em florestas.
“Se as alterações previstas forem aprovadas, as atividades econômicas e o bem-estar da sociedade serão ameaçados. Teremos grandes prejuízos que, em um curto espaço de tempo, podem afetar a qualidade da água e a fertilidade do solo”, diz a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Além disso, a redução de áreas naturais também faria com que o Brasil elevasse suas emissões de gases do efeito estufa, contribuindo ainda mais para o aquecimento global.
Petição
A petição mencionada no vídeo – cuja assinatura está disponível no site da campanha SOS Florestas – apresenta também um novo texto desde esta segunda-feira (no ano passado, uma petição já havia sido divulgada pela campanha contra a aprovação do relatório de Rebelo em uma Comissão Especial da Câmara).
O novo texto que será enviado aos parlamentares menciona a importância do Código Florestal “na medida em que, ao determinar a manutenção de um mínimo de vegetação natural na paisagem rural, tenta garantir não só a conservação da biodiversidade mas, sobretudo, a continuidade na oferta de serviços ambientais básicos”. Pede que os parlamentares rejeitem as propostas contidas no relatório de Rebelo, em especial a redução de áreas ambientais importantes e a anistia aos desmatadores, e aprovem propostas alternativas que conciliem conservação e produção, partindo da premissa de que não é necessário aumentar o desmatamento para alcançar o desenvolvimento sustentável.
Apoio WWF do Brasil
Ingressos esgotados, acampamentos armados na entrada do Morumbi três dias antes das apresentações e uma enorme quantidade de jornalistas em cima dos renomados artistas do U2.
A nova passagem da banda irlandesa ao país, esta é a terceira turnê pelo Brasil ( eles já tocaram em 1998 e 2006), tinha tudo para ser mais uma grande estada dos roqueiros em São Paulo.
Porém, este ano será um pouco diferente. Além dos shows, o U2 vai participar de uma campanha, junto a organização não-governamental do Greenpeace, para proteção das florestas brasileiras.
No dia das apresentações, que serão 9, 10 e 13 de abril, o Greenpeace montará um estande para fornecer informações e conscientizar a população para a proteção das nossas florestas.
Rafael Cruz, responsável pela iniciativa da ONG no assunto, afirmou que a parceria do U2 com a instituição vem de longa data. “A música deles representa boa parte dos princípios que o Greenpeace prega e queremos que essa mensagem – que podemos salvar as florestas – se espalhe entre todos”.
O Greenpeace defende uma política de desmatamento zero no Brasil, além de se manter firme contra as mudanças no Código Florestal do país, como foi discutido aqui no EcoD.
O vídeo abaixo "Seja um Grileiro", do grupo Greenpeace, faz parte da campanha do órgão contra o desmatamento nas florestas brasileiras.