Todos pela Natureza!

Mostrando postagens com marcador TAMAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TAMAR. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Tamar monitora tartaruguinhas soltas com transmissores



Telemetria por satélite em tartaruguinhas

Desvendar o comportamento migratório de tartarugas em estágio inicial de vida é o objetivo de uma das pesquisas em andamento no Tamar. Em parceria com a Universidade Atlântica da Flórida, sob a coordenação da pesquisadora Kate Mansfield, o estudo investiga os primeiros momentos de vida das tartarugas marinhas em águas oceânicas, período que os pesquisadores denominam “anos perdidos” - Lost Years. Apesar de décadas de estudo, pouco se sabe sobre o que acontece com a maioria das espécies de tartarugas marinhas durante esse tempo. Saber para onde os filhotes vão e poder identificar as áreas de berçário e uso de habitaté necessário e fundamental para conservação e manejo dessas espécies. 

Novas solturas (novembro/2013):

Outras sete tartaruguinhas com transmissores foram soltas do mesmo ponto, na Praia do Forte/BA, em novembro/2013. O objetivo é acompanhar o deslocamento delas para agregar mais dados ao que já foi obtido com outras solturas.

Fase de campo (julho/2013):

A pesquisa encerrou sua terceira fase com a interrupção dos últimos sinais emitidos pelos transmissores de satélite (julho/2013). A partir de agora, iniciam-se as análises de dados de localização registrados durante o deslocamento dos filhotes, desvendando resultados relevantes sobre o comportamento migratório de tartarugas em estágio inicial de vida. Durante o período de monitoramento dessa terceira fase, os indivíduos foram até o norte do Brasil, acompanhando a linha do talude continental, na mesma direção das correntes predominantes nos meses de outono. Fêmeas adultas da mesma espécie (Caretta caretta) monitoradas por satélite desde as praias de desova na Bahia, migraram até a costa do Ceará para se alimentar, fato muito interessante, dizem os pesquisadores, já que as tartaruguinhas também se deslocaram, ao menos inicialmente, na mesma direção. 


2ª fase da pesquisa: 

Dessa vez, cinco tartaruguinhas foram soltas ao mar da Praia do Forte/BA com transmissores (abril/2013). Confira um mapa atualizado pelo Seaturtle.org com dados enviados pelo satélite sobre o deslocamento de uma delas, na 2ª fase da pesquisa:



:

1ª fase da pesquisa:

As primeiras três tartaruguinhas foram soltas ao mar em novembro de 2012 a 10 km da costa da Praia do Forte/BA. Juntamente, foram soltos 4 drifters. A duração da recepção de sinais foi de 4, 5 e 65 dias para cada tartaruga respectivamente. As posições das duas tartarugas monitoradas por poucos dias indicaram que seguiram rumo ao sul, na mesma direção das correntes marinhas predominantes no mês de novembro. Uma delas se deslocou paralelamente ao talude continental e a outra seguiu rumo a águas oceânicas, percorrendo uma distância de 90 km e 145 km respectivamente. A tartaruga monitorada por mais tempo se deslocou em direção sul até o Banco dos Abrolhos, permaneceu vários dias em águas oceânicas e seguiu rumo ao litoral norte da Bahia. Durante todo o período percorreu mais 1700 km. Inicialmente essa tartaruga seguiu na mesma direção das correntes marinhas, já em águas oceânicas demonstrou autonomia, nadando ativamente em várias direções. Estes resultados preliminares serão analisados conjuntamente com os resultados das próximas duas solturas de tartarugas, no final da temporada reprodutiva, coincidindo com mudanças das correntes predominantes fora da plataforma continental

domingo, 1 de dezembro de 2013

Saiba mais sobre o Mero, um brasileiro em perigo



O Senhor das Pedras



Projetos unem forças para proteger os meros

Tamar e Meros do Brasil realizaram semana de arte e informações sobre os peixes ameaçados de extinção:


Parceiros na pesquisa e conservação da vida marinha

Dois meros foram devolvidos ao mar no final de uma semana de atividades culturais nas bases de Arembepe e Praia do Forte. Sob aplausos emocionados das pessoas que acompanharam os pesquisadores dos projetos Tamar, Meros do Brasil e da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, os peixes voltaram para casa saudáveis, prontos para continuar a cumprir suas funções ecológicas. Foi realizada a coleta de dados biométricos e genéticos, e a marcação dos espécimes para acompanhamento. Os projetos conservacionistas, parceiros na proteção dos oceanos, são patrocinados pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

Memórias do Mar - A expedição “Memórias do Mar – Uma Aventura Transdisciplinar pelo Litoral Brasileiro” visitou com o 'Mero Móvel' bases do Tamar na Bahia (6-8/11). A iniciativa do Coletivo Memórias do Mar, do Projeto Meros do Brasil, encantou adultos e as crianças da Escolinha do Tamar, em Arembepe, e da turma dos Tamarzinhos da Praia do Forte. As atividades incluíram alimentação dos meros, informações sobre a biologia, ciclo de vida, comportamento, status de conservação da espécie e oficinas de cordel, resgatando histórias e tradições das comunidades.

Zé Mero, pescador parceiro do Tamar, que já capturou meros no passado, contou as histórias de seus encontros com o peixe que inspirou seu apelido. Hoje, consciente dos problemas que a extinção de uma espécie pode causar a todo o ecossistema, trabalha pela conservação das tartarugas marinhas e seus amigos. É professor que ensina a pescar, desvendar os mistérios do mar, respeitar e viver em harmonia com a natureza.

Saiba mais sobre o Mero:


Epinephelus itajara um peixe marinho da família Serranidae que habita águas tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É uma espécie de peixe que habita zonas estuarinas (manguezais) e áreas costeiras, por isso, costumam ser encontrados em manguezais e costões rochosos, próximos de naufrágios, pilares de pontes e parcéis. A espécie é muito vulnerável à pesca, pois possui taxas de crescimento lento, atingem grandes tamanhos, agregam-se para a reprodução, maturam sexualmente tardiamente e são territorialistas.

O Mero também conhecido como Senhor das Pedras seu formato é arredondado e chega a ultrapassar dois metros de comprimento. Porém ao se aproximar, você se depara com um peixe, que apesar de sua imponência, permite que as mãos humanas passeiem por sua pele escamosa. Suas principais características são:



  • Vive até 100m de profundidade.
  • Pode viver 40 anos.
  • Atinge mais de 2m de comprimento.
  • Começam a reproduzir com 1,1 a 1,2 metros de comprimento e com 4 a 7 anos de idade.
  • Agregam-se perto da Foz de grandes rios em épocas e locais conhecidos com a finalidade de encontrarem parceiros para a reproduzir.
  • Gostam muito de comer lagostas.


Meros adultos e principalmente os juvenis estão presentes nos mangues dentro de estuários. Estudos sobre a espécie em geral são escassos. Porém, já é verificado em outras regiões estudadas (ex.: Golfo do México) que a biologia da espécie possui características que tornam a população altamente susceptível a sobrepesca e depleção rápida do estoque. Cerca de um quarto dos pontos de agregação conhecidos foram totalmente eliminados.

Em uma avaliação preliminar ficou caracterizado que na Baía de Babitonga (SC), onde o peixe já foi estudado sistematicamente, os Meros são capturados predominantemente de duas formas: espinhel de fundo e pesca subaquática. Presumi-se, entretanto, que a pesca submarina está contribuindo consideravelmente com a depleção e extermínio dos agregados reprodutivos. Entretanto a grande vulnerabilidade destes grandes peixes faz com que o impacto de cada pescador na população seja devastador. Em contrapartida, bons exemplos são encontrados entre os praticantes da pesca subaquática esportiva. Trata-se de um peixe que encanta mergulhadores, dos iniciantes aos mais experientes.

Mesmo tratando-se de uma espécie de peixe ameaçada de extinção, pouco conhecimento científico está disponível sobre as populações de Epinephelus itajara ocorrentes no Brasil. Apenas é constatado o desaparecimento gradual destes peixes de locais onde antes eram abundantes. Não se sabe exatamente o número exato de indivíduos e o total em biomassa que tem sido capturado anualmente. A causa mais provável dos drásticos declínios é a pressão forte da pesca em agregados reprodutivos. Quando um grande número de peixes normalmente dispersos, são concentrados em áreas e em horas previsíveis, são altamente vulneráveis a sobre-pesca. Sua taxa de crescimento lenta, vida longa, e grande tamanho de maturação sexual fazem desta espécie muito vulnerável, diminuindo a variabilidade genética.

Esta espécie vem recebendo atenção de pesquisadores em todo o oceano Atlântico em função de seu status de conservação, classificado como criticamente ameaçado (IUCN, 2006). Há mais de dez anos protegida da pesca em todo o Golfo do México, somente em 2002 é que esta espécie, recebeu a proteção de uma moratória específica no Brasil (IBAMA, portaria nº 121 de 20 de setembro de 2002). Com isso, se tornou a primeira espécie de peixe marinho a receber uma portaria específica que estabelece a moratória da pesca pelo período de 5 anos, nos quais existe a prioridade da realização de estudos mais aprofundados. A portaria 42/2007 do Ibama prorrogou por mais cinco anos a proibição da captura do Mero.

As informações sobre este importante peixe constam inseridas na cultura de algumas comunidades de pescadores, que ao utilizarem os recursos naturais do ambiente onde vivem, acumulam o conhecimento sobre a espécie e seu ambiente.

Diante da falta quase que absoluta de conhecimento sobre a bioecologia do Mero no Brasil, percebe-se que é fundamental recorrer ao conhecimento ecológico de pescadores como subsídio à pesquisa e conservação desta espécie. E esta é uma das propostas do projeto Meros do Brasil.

AMEAÇAS

A maior ameaça ao Mero é provavelmente o homem, desde que é um peixe excelente como alimento, sua carne é deliciosa e branca. São também peixes fáceis de pescar, utilizando-se de uma variedade de artefatos (armadilhas, linhas de mão, redes de emalhe e arbalete de pressão).

Os Meros são peixes que vivem cerca de 40 anos, crescem devagar e demoram a iniciar atividade reprodutiva. Quando você retira um animal tão grande do mar, o papel que este peixe representava no ambiente vai demorar para ser novamente exercido por outro peixe. Isto quer dizer que aquele indivíduo vai fazer muita falta dentro do ambiente. Outro problema é o fato dos Meros agregarem-se, isto é, reunirem-se em datas e locais conhecidos pelos pescadores. Quando estão juntos tornam-se ainda mais vulneráveis.
Não há muitas informações sobre seus predadores naturais, porém tubarões atacam juvenis em linhas de espinhéis armadas em torno dos mangues. Outros Serranídeos, barracudas e moréias alimentam-se provavelmente de juvenis (Sadovy et al., 1999). Entretanto, uma vez alcançado a maturidade, poucos predadores podem se alimentar devido seu tamanho e natureza discreta (GMFMC, 2001)

BIOLOGIA

Mero: Ephinephelus itajara : Membro da família Serranidae é o maior dos representantes no Atlântico podendo chegar ao peso máximo de aproximadamente 455 kg e são marcados visivelmente por seus cabeça lisa e larga, espinhos dorsais curtos, olhos pequenos e dentes caninos. Sua cor varia de marrom amarelado à azeitona, com os pontos escuros pequenos na cabeça, no corpo e nas barbatanas.

Os machos tendem a mudar a cor ao cortejar. Quanto mais peixes estiverem reunidos, mais intensas são as interaçães entre os indivíduos (Sadovy et al., 1999). Os Meros são predadores situados em níveis superiores da cadeia trófica, alimentam-se principalmente de crustáceos, lagostas e caranguejos (GMFMC, 2001). Juvenis alimentam-se de camarões, caranguejos e bagres marinhos. Partes de polvos, tartarugas e outros peixes também foram encontrados (Sadovy et al., 1999). Notavelmente, adultos podem viver aproximadamente 30 anos de idade (26 para machos, 37 para fêmeas). Se a população fosse deixada intacta, Meros poderiam viver acima de quarenta anos de idade (NOAA NMFS, 2001).

O maior problema enfrentado pelo mero é a falta de dados exatos inerentes à biologia da espécie.

Curiosidades

Diminuição do tamanho médio da população sentida já em 1970.

A pesca sub representa a principal causa no declínio dos meros no Golfo do México. No Brasil, ainda não temos informações suficientes que venham reforçar esta situação para nosso litoral.

No Golfo do México encontra-se extinto como recurso pesqueiro.
Padrões simples de gerenciamento não foram suficientes para conter o declínio no Golfo do México.
Em águas federais do EUA, no caso de captura acidental, devem ser imediatamente liberados.

ONDE ESTÃO OS MEROS

Vale lembrar que o projeto "Meros do Brasil" visa a preservação da espécie e de seus ambientes associados - os manguezais, os recifes de corais e os ambientes rochosos. Costões Rochosos são os ambientes marinhos habitados pelos Meros principalmente no Sudeste e Sul do Brasil. O Mero Epinephelus itajara foi batizado por um pesquisador alemão que esteve no Brasil no século XIX, segundo uma denominação Tupi-Guarani (ita= pedras; jara=senhor). O nome é referência ao alto nível ocupado pelos Meros na cadeia trófica marinha e por seus hábitos crípticos de viver em grandes tocas dentre as rochas.


O bioma Mata Atlântica é muito importante no ciclo de vida de muitas espécies marinhas, como o Mero. A vegetação de manguezal na interface com a água do estuário e vegetação de Mata Atlântica (floresta ombrófila) é um ambiente propício a espécie. Raízes dos manguezais são adequados para os jovens Meros e outros peixes e crustáceos se protegerem nas fases iniciais da vida. Recifes de Corais também são os ambientes marinhos habitados pelos Meros principalmente no Norte e Nordeste do Brasil. Além do Mero, uma enorme diversidade de organismos habita estes que são os ambientes marinhos de maior biodiversidade.

Em São Francisco do Sul, também em Santa Catarina, os locais de ocorrência destes peixes são conhecidos, e operadoras de mergulho são muito beneficiadas deste fato. Exatamente na época de alta temporada (verão), quando turistas de todo o Brasil, deslocam-se para o litoral catarinense, é que Meros agregam-se para a reprodução. O turismo submarino voltado para este peixe é cada vez mais procurado. Um bom exemplo desta prática está ocorrendo no litoral do Paraná (Parque do Meros - http://www.scubasul.com.br ) e também está sendo iniciado na Bahia, onde mergulhadores tem um contato seguro e informativo com os meros presentes nestas regiões.

Pouquíssimos são os locais onde as condições em que se encontram as populações de Meros e a previsibilidade de ocorrência espacial e temporal permitem o contato direto com o animal. Esta é uma maneira sadia e educativa de utilizar este recurso.

MEROS NO MUNDO


O Mero é encontrado geralmente em águas tropicais e subtropicais no Oceano Atlântico da Flórida ao Brasil (até Santa Catarina), ao longo de todo o golfo do México e em partes dos Caribes (Sadovy et al., 1999). Geralmente estão distribuídos em águas tropicais, mornas-quentes-temperadas, perto de naufrágios, rochas submersas, recifes de corais e outros substratos duros. O Mero também é encontrado próximo às Bermudas (embora raro), no Pacífico oriental do golfo da Califórnia ao Peru (chegando provavelmente através do canal de Panamá), no Atlântico oriental de Senegal ao Congo (também raros). Uma vez abundantes em torno das costas da Flórida e partes do golfo do México, hoje são vistos raramente (Sadovy et al., 1999). Existe um consenso em que o Mero foi sempre prolifico também fora de ambas as costas da Flórida, onde cientistas descobriram otólitos em comunidades pesqueiras pré-históricas (Sadovy et al., 1999). O Mero aprecia abrigos: furos, cavernas, recifes e naufrágios. São encontrados principalmente em águas rasas, baías e estuários nos Everglades, Baía da Flórida e Florida Keys. Juvenis procuram abrigos em mangues, enquanto adultos em torno de naufrágios mais afastados da costa. Grupos de juvenis as vezes formam cardumes em torno de naufragios e recifes em profundidades de aproximadamente 45m, mas a maioria são encontrados em torno dos habitats rasos inshore como mangues e canais pouco oxigenados.

No golfo de México, o acasalamento atinge o pico entre julho e setembro (Sadovy et al., 1999). Agregam em locais específicas em números de até 100 indivíduos.

Uma vez comum em águas fora da Florida e do Golfo do México há trinta anos, nenhum agregado foi observado fora da costa do leste da Florida nos últimos 25 anos. Agregados de até 150 peixes caíram a aproximadamente 10 em 1989 na parte oriental do Golfo do México. Entre 1979 e 1994 não houve nenhuma observação visual da espécie no parque nacional de Biscayne, Florida à Dry Tortugas e Florida Keys (Sadovy et al., 1999).

Na Flórida, o Mero está sendo monitorado a alguns anos por pesquisadores.

Desde 1994, estudos em populações de Meros no Golfo do México têm conduzido à observações de agregados reprodutivos de Meros com aproximadamente 50 indivíduos a cada verão. Os cientistas têm trabalhado desde 1997 recolhendo dados de abundância de juvenis e de adultos, distribuição, idade, crescimento e uso do habitat, marcando e recapturando Meros. Estes estudos visam compreender padrões sazonais de migração e revelar informações sobre a utilização do habitat (NMFS/SEFSC). Com a ajuda de pescadores e mergulhadores, cientistas estão levantando dados de ocorrência de Meros

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tamar: Nascimento de tubarãozinho no CV da Praia do Forte surpreende pesquisadores


O tubinha já estava nadando quando foi identificado


O nascimento de um tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum) no tanque do Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte surpreendeu os pesquisadores. Com 26cm de comprimento, o tubarãozinho já estava nadando quando foi identificado, no começo de junho. Segundo a médica veterinária Thaís Pires, do Tamar, animais selvagens dificilmente se reproduzem em cativeiro. O nascimento de filhotes pode indicar que esses exemplares estão se sentindo bem, mesmo fora de seu ambiente natural. O novo tubarão está em observação e já se alimenta de pedaços de lulas.

Capturados incidentalmente por pescadores há dez anos, os tubarões ajudam o trabalho de sensibilização e educação ambiental realizado com os visitantes e as comunidades que colaboram com o Tamar. Essa espécie corre risco de extinção e, no Centro de Visitantes, tem a função de chamar atenção para a importância de proteger as praias, mares e oceanos. As pessoas podem conferir de perto que os animais são amigos das tartarugas marinhas e com elas compartilham o habitat e as ameaças à sobrevivência.

A captura incidental é considerada, atualmente, a principal ameaça às populações de tartarugas marinhas, e outros animais também sofrem as consequências. No Brasil, assim como no resto do mundo, a pesca do arrasto do camarão e com espinhéis em alto mar são dois dos principais tipos que interagem com as tartarugas.



Tubarão-lixa – Essa é uma espécie ovovivípara, o que significa que produz ovos que se desenvolvem e eclodem dentro do corpo da fêmea. Logo após nascerem, os filhotes já estão prontos para enfrentar os desafios para sua sobrevivência sem auxilio da mãe (assim como as tartarugas marinhas). Podem nascer de 21 a 50 indivíduos, com uma média de 34, aproximadamente. No Tamar nasceu apenas um, por enquanto, explica a médica veterinária. “Encontramos cascas no fundo do tanque e ainda podem ter ovos a eclodir. Alguns ovos podem ser inférteis. Vamos observar e dar notícias sobre o desenvolvimento do filhote”, conta a médica veterinária.

As fêmeas de tubarão-lixa podem acasalar várias vezes com diferentes parceiros. Havia cinco machos quando a fêmea do tanque no CV foi fecundada. O acasalamento pode acontecer a cada dois anos. Os tubarões mais jovens têm uma coloração diferenciada dos adultos, com pintinhas escuras pelo corpo. Ao nascer, os filhotes precisam enfrentar os perigos sem os cuidados da mãe. A coloração diferente permite que se camuflem, ficando quase invisíveis. Quando atingem uma média de 60 cm vão perdendo as pintinhas e ficando com uma coloração marrom-amarelado escuro. Os machos chegam à fase adulta entre 2,14 e 2,15 metros, e as fêmeas entre 2,23 e 2,31 metros.

O tubarão-lixa ocorre em toda costa brasileira e é amplamente distribuído no Oceano Atlântico tropical e subtropical. Vive em fundo de areia, próximo a rochas e corais em águas mornas, desde a superfície até uma profundidade de 60 metros. Possui hábitos noturnos e permanece imóvel por horas durante o dia. Alimenta- se de moluscos, crustáceos e peixes, que captura por sucção.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tamar: Lançado Programa Amigos do Mar 2013



Professores recebem informações sobre o trabalho de reabilitação

O Projeto Tamar e o Instituto Arcor Brasil, parceiros há 10 anos, lançaram a nova versão do Programa Amigos do Mar no Dia Mundial da Água, 22 de março, aproveitando a oportunidade para capacitar coordenadores pedagógicos das escolas da rede municipal de ensino de Ubatuba e disponibilizar um conjunto de materiais paradidáticos para todos os educadores do Brasil. 

O evento foi realizado no Centro de Visitantes do Tamar de Ubatuba, com a presença dos coordenadores pedagógicos das escolas da rede municipal de Ubatuba e de representantes institucionais do Projeto Tamar, do Instituto Arcor Brasil e da Prefeitura Municipal de Ubatuba.


O Programa fomenta e fortalece atitudes em prol do cuidado com as águas, tendo as tartarugas marinhas como embaixadoras da conservação ambiental, explicou Milena Drigo Azal, coordenadora de Programas Socieducativos do Instituto Arcor Brasil. 

O apoio aos educadores brasileiros é oferecido no alcance do conteúdo curricular obrigatório do ensino fundamental, sugerindo atividades interdisciplinares e lúdicas para encantar e estimular nas crianças a curiosidade e o respeito à vida, como contou a coordenadora de educação ambiental do Tamar Ubatuba, Maria Luiza Camargo.





Tamar: Nossa Praia é a Vida dá resultados e amplia alcance da sua mensagem


Novos aliados para a conservação a cada 
soltura de filhotes e tartarugas ao mar

Nossa Praia é a Vida amplia alcance da mensagem da conservação ambiental

Com a temporada reprodutiva de 2012/2013, os resultados continuam a aparecer, nas áreas de desova e de alimentação e descanso das tartarugas marinhas no litoral.

Com a temporada reprodutiva de 2012/2013, os resultados do Nossa Praia é a Vida continuam a aparecer, nas áreas de desova e de alimentação e descanso das tartarugas marinhas no litoral. Atualmente, as ações se desenvolvem nas praias de influência das bases do Tamar na Bahia, Sergipe, Pernambuco (Fernando de Noronha), Ceará, Espírito Santo, São Paulo e Florianópolis.

O programa reúne ações de informação, sensibilização e educação ambiental, direcionadas a diversos setores sociais, especialmente os usuários das praias e comerciantes estabelecidos no entorno. Criam-se novos aliados e parceiros na luta pela conservação das tartarugas marinhas, de modo que essa mensagem alcance o maior número possível de pessoas.

As atividades são adaptadas às diferentes situações de uso de praia e ao perfil do público, a fim de mitigar impactos que comprometem as fases do ciclo de vida desses animais. Na Bahia, por exemplo, há um esforço especial voltado para a iluminação, por conta da presença de inúmeros condomínios nas praias de desova, e para fazer cumprir a lei que proíbe o tráfego de veículos, sobretudo os quadriciclos.


Hoje, a qualidade ambiental no litoral norte baiano é consideravelmente melhor, sobretudo porque os condomínios estão adequando a iluminação de acordo com as indicações do Tamar, que conta com a participação de usuários das praias, seguranças, inquilinos e proprietários das casas dos condomínios.

Em Sergipe, desenvolvem-se ainda, há quatro temporadas, duas campanhas: SOS Ninhos, dirigida à preservação dos ninhos e manutenção deles nos locais originais de postura; e Carro na Praia Não é Legal, conscientizando quanto aos riscos do tráfego de veículos nas praias também para as tartarugas, além das pessoas.

Na base de Fernando de Noronha (PE) o programa Nossa Praia é a Vida também acontece ao longo de todo ano, tendo como principal atividade a aproximação dos visitantes com o trabalho de campo do Tamar, incluindo marcação e recaptura das tartarugas marinhas.

Principais ações – Em todos os Estados, de acordo com as características e necessidades de cada lugar, as ações de sensibilização realizadas nas praias são semelhantes. Incluem abordagens educativas dos banhistas; solturas de filhotes e tartarugas reabilitadas; instalação de placas informativas; panfletagem com distribuição de folders e instalação de cartazes em bares e barracas de praia, além da inclusão de material informativo nos cardápios.

No Espírito Santo, há trilhas ecológicas e limpeza de praias, entre outras ações. Em São Paulo, durante a temporada de verão em Ubatuba, onde fica a base do Tamar, os turistas ajudam a monitorar as praias, interagem e aprendem sobre estes animais ameaçados de extinção. Em Ubatuba e Florianópolis, há solturas de tartarugas marinhas e atividades especialmente pensadas para crianças e adultos.

Tartaruga Ninja

quinta-feira, 14 de março de 2013

Tamar - Plano de Ação Nacional orienta conservação da fauna e da flora do Brasil


A tartaruga de couro é uma das mais ameaçadas de extinção

O Plano de Ação Nacional (Pan), que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) elabora e implementa em conjunto com seus Centros especializados, é ferramenta para avaliação e melhoria do estado de conservação das espécies brasileiras. Trata-se de um planejamento tático centrado na eliminação, neutralização ou redução das ameaças que põem em risco de extinção as espécies da fauna, da flora e o patrimônio espeleológico. No caso das tartarugas marinhas, o Pan elaborado em 2007, em conjunto com o Projeto Tamar, foi atualizado em 2012 e serve como instrumento indispensável para a conservação dessas espécies no Brasil.

Com a participação de especialistas do ICMBio e de entidades de pesquisa e conservação com comprovada experiência com as tartarugas marinhas, foi realizado na Praia do Forte, em novembro de 2012, um Painel de Gestão, instrumento de monitoramento amigável e didático, que apresentou um resumo dos resultados alcançados nos últimos dois anos e serviu de base para reflexão na atualização das ações para os próximos dois anos.

Das 71 ações de conservação e pesquisa redefinidas para 67 ações, já estão em andamento 54% destas e 6% já foram concluídas. A Fundação Pró-Tamar, instituição privada sem fins lucrativos fundada em 1988 e considerada de Utilidade Pública Federal desde 1996, coadministra o Projeto Tamar juntamente com o ICMBio, e é responsável pela execução de 27 destas ações redefinidas, além de apoiar outras 34.

Como explica o coordenador nacional do Projeto Tamar-ICMBio, oceanógrafo Guy Marcovaldi, através da participação multilateral, os Pans estabelecem um pacto envolvendo diversos segmentos da sociedade (governo, organizações não governamentais, cientistas, lideranças comunitárias, entre outros) em prol da conservação da biodiversidade brasileira. São instrumentos de gestão e de políticas públicas, construídos de forma participativa. Abrangem políticas públicas, desenvolvimento de conhecimentos científicos e a sensibilização de comunidades.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Tamar: E o filhote 15 milhões seguiu para o mar


Os convidados receberam informações sobre o programa de conservação das tartarugas marinhas do Brasil e seguiram para o cercado de incubação, onde pegaram os filhotes que nasceram pela manhã. As tartaruguinhas foram soltas ao som do Coral do Mar, cantando “Casca do Ovo”, música do CD 30 Anos e Histórias para Cantar.

Mais de mil pessoas participaram do acontecimento, que teve show de Luiz Caldas à noite, no palco do Centro de Visitantes. A abertura ficou por conta do grupo Tamarear e da cantora Cláudia Albuquerque. Houve participações especiais de Marcela Martinez, Ana Mametto e Yacoce e do baixista Fernando Nunes.




Ivete Sangalo foi a visitante 15 milhões do Projeto Tamar

Para celebrar a marca de 15 milhões de visitantes, Ivete Sangalo foi convidada a fazer um tour orientado pelo Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte/BA, ouvindo explicações sobre os animais, sua biologia, comportamento, além de informações sobre o programa de conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.

A visita foi guiada pela coordenadora nacional de conservação e pesquisa do Projeto Tamar/Fundação Pró Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi, entre pesquisadores da equipe que se revesaram. Músicos, entre eles, o guitarrista americano Stanley Jordan, também acompanharam a visita, que contou com a presença do coordenador nacional do Projeto Tamar/ICMBio, oceanógrafo Guy Marcovaldi. O guitarrista faria show na noite seguinte (08/12), no espaço cultural do Projeto na Praia do Forte.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Tubarão-baleia com mais de 10 metros é avistado no litoral norte da Bahia


O tubarão-baleia pode chegar a 18 metros 

O maior peixe já conhecido no mundo foi registrado na Bahia por uma equipe do Tamar, em agosto, pela primeira vez em 30 anos, durante uma expedição de pesquisa. O animal, com aproximadamente 10 metros de comprimento (pode chegar até 18m), da espécie Rhincodon typus é inofensivo ao homem e se alimenta por filtração de plâncton, macro-algas, krill, pequenos polvos e outros invertebrados. Os muitos dentes que possui não atuam na alimentação, a água entra constantemente na boca e sai através dos arcos das brânquias. Qualquer material capturado é engolido. Confira as fotos tiradas pela equipe:


O maior peixe já conhecido no mundo foi registrado por uma equipe do Tamar, pela primeira vez em 30 anos. 
Também conhecido pelos pescadores como “Cação Estrela”, por ter essas pintinhas brancas na pele que parecem um céu estrelado, o tubarão-baleia ocorre em praticamente toda a costa do Brasil, desde o Ceará, passando pelo Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina até o Rio Grande do Sul. Atualmente, a espécie é protegida em diversos países do mundo.

Tamar

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tartarugas marinhas monitoradas por satélite há mais de 100 dias ainda emitem sinais



  • Para estudar alguns indivíduos suspeitos de hibridismo em tartarugas marinhas e ampliar o conhecimento sobre o comportamento migratório, o Tamar/Sergipe fixou transmissores em quatro animais, no início de 2012.

Para estudar alguns indivíduos suspeitos de hibridismo em tartarugas marinhas e ampliar o conhecimento sobre o comportamento migratório, o Tamar/Sergipe fixou transmissores em quatro animais, entre os dias 31 de janeiro e 14 de fevereiro. 

Os dados emitidos pelos aparelhos indicam que três seguiram no sentido norte da costa brasileira - duas permaneceram entre os estados de Pernambuco e Paraíba e a terceira na costa cearense (esta, após 20 dias de residência, parou de transmitir sinais). 

A quarta tartaruga viajou no sentido sul e se encontra no Banco de Abrolhos, entre a Bahia e o Espírito Santo. Para esse trabalho, o Tamar conta com a colaboração da UERF, UFMG e Centro Archie Carr (Universidade da Flórida).


A análise genética dos tecidos coletados no início de 2012 está em andamento. De acordo com a coordenadora técnica do Tamar em Sergipe, Jaqueline Comin, ainda não há confirmação de hibridismo, apenas as características externas sugerem a troca de material genético entre duas espécies, Caretta carettae Lepidochelys olivacea. 

Das quatro tartarugas acompanhadas, de apenas duas foi observado retorno para realização de nova desova, após a instalação dos transmissores, uma na base do Abaís/SE, com intervalo de 30 dias, e outra na base de Pirambu/SE, com intervalo de 15 dias.

A pesquisa se encontra em fase inicial de coleta de informações. O estudo ampliará o conhecimento sobre a relação entre as espécies, além de esclarecer algumas curiosidades sobre o deslocamento dos animais após a reprodução e sobre o comportamento em áreas de alimentação.



As rotas das tartarugas podem ser acompanhadas pelo site * Seaturtle.org (em inglês).

*Introduction:

In Brazil hybridization between loggerheads and olive ridleys have been reported in high frequencies.This project intends to study and compare the post-nesting migration patterns of female loggerheads, olive ridleys and loggerhead/olive ridley hybrids. "Apparent hybrids" between loggerheads and olive ridleys were tagged in Sergipe, Brazil.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Baleias Piloto


O biólogo marinho britânico Rory Moore, de 28 anos, fotografou um grupo de Baleias-Piloto no estreito de Gibraltar, próximo ao mar Mediterrâneo, e uma delas parece sorrir para a câmera, segundo a agência de notícias “Barcroft Media”.


Video TV TAMAR

Características:


Baleia-piloto é a designação comum aos mamíferos cetáceos do gênero Globicephala, que ocorrem nos oceanos de todo o mundo. Chegam a medir até 8,5 metros de comprimento, de coloração negra, cabeça em forma de globo sem bico definido e dentes presentes. Também são chamados de caldeirão e golfinho-piloto. Há duas espécies, Baleia-piloto-de-peitorais-longas (Globicephala melas), Baleia-piloto-de-peitorais-curtas (Globicephala macrorhynchus)

É uma espécie de golfinho, sendo um dos maiores membros da família, por isso recebeu o nome de Baleia-Piloto. O corpo é essencialmente preto apresentando manchas cinzentas atrás da barbatana dorsale no lado ventral que apresenta forma de âncora. Pode ser confundido com a fêmea de orca, mas as manchas cinzentas atrás das barbatanas dorsais são diferentes e a barbatana dorsal das orcas é mais estreita na base.

  • Acrobacias são mais comum nos animais mais jovens que saltam para fora da água;
  • Cor preto-tinta ou cizento escuro.
  • Tamanho da Baleia Piloto: Fêmea de 3.8 a 5.7 metros e Macho de 4 a 7.6 metros.
  • Bico Ausente, testa arredondada, bolbosa.
  • Peso do Golfinho Fêmea de 2 a 2.51 e Macho mais de 3 toneladas.

Os Grupos são muito sociáveis, com associações pelo lado materno (10-30) raramente reúnen-se em várias centenas, normalmente as fêmeas estão em maioridade e a estrutura é estável, grupos inteiros vistos em imobilidade, deixando que embarcações se aproximem.

 

Sopro – em boas condições atinge mais de 1m de altura e pode ser ouvido.Variação: Os machos têm mais de 1m de comprimento que as fêmeas, a barabatana dorsal nos machos é concava enrolando-se para trás enquanto que a das fêmeas é mais triangular e mais parecida com a dos outros golfinhos. O melão é mais desenvolvido nos machos especialmente nos mais velhos.

arquivo do blog

Alimentação: A dieta é constituída geralmente por lulas e peixes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cabeçuda, a tartaruga que registra o maior número de desovas no litoral brasileiro

A tartaruga cabeçuda é encontrada em todos os mares

O Brasil ocupa a terceira posição entre os sítios de desova dessa espécie no oceano Atlântico

Projeto TamarA tartaruga cabeçuda (Caretta caretta) é a mais comum desovando no litoral, com maior concentração na Bahia, ocorrendo também nos Estados de Sergipe, Espirito Santo e Rio de Janeiro. O Brasil ocupa a terceira posição entre os sítios de desova dessa espécie no oceano Atlântico. Classificada como em perigo de extinção, é encontrada em todos os mares.

A espécie é conhecida popularmente por esse nome por causa da sua cabeça proporcionalmente maior que as demais espécies, alcançando até 25 centímetros. Em algumas regiões, também é denominada Vovô de Aruanã ou Mestiça.

Podem ter mais de um metro de comprimento de casco, cuja coloração é marrom na parte superior e amarelada na parte inferior, contando com cinco pares de placas laterais. Pesa entre 100 até 180 quilos.

Com uma estimativa mundial de população em torno de 60 mil fêmeas em idade reprodutiva, a cabeçuda atinge a maturidade sexual entre 25 e 30 anos. Cada ninho contém quase 130 ovos, em média, com tempo de incubação médio de 60 dias. O intervalo entre os períodos reprodutivos varia de dois a três anos. Cerca de 70% a 80% dos ovos geram filhotes.

A cabeçuda é carnívora por excelência, durante todas as fases de sua vida. Alimenta-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados com ajuda dos músculos poderosos da sua mandíbula, capazes de quebrar conchas e carapaças de outros animais com facilidade.


 
  • Nome Científico: Caretta caretta
  • Nomes comuns: Cabeçuda ou Mestiça
  • Status internacional: Ameaçada (classificação da IUCN)

Status no Brasil: Ameaçada
Distribuição: ocorre nos mares tropicais e subtropicais de todo mundo e também em águas temperadas

Habitat: variável ao longo do ciclo de vida. Os filhotes e juvenis vivem em alto-mar; os adultos em áreas de alimentação situadas a profundidades entre 25 e 50m; sub-adultos têm sido capturados incidentalmente

Tamanho: até 136 cm de comprimento curvilíneo de carapaça no Brasil

Peso: o maior peso registrado no mundo foi de 227kg. Entretanto, é mais comum encontrar indivíduos com 100 a 180kg

Casco (carapaça): carapaça óssea, com cinco pares de placas laterais (o que a diferencia das demais espécies), de coloração marrom-amarelado

Cabeça: possui uma cabeça grande e uma mandíbula extremamente forte, com dois pares de placas pré-frontais e três pares de placas pós-orbitais

Nadadeiras: anteriores/dianteiras curtas e grossas e com duas unhas; as posteriores/traseiras possuem duas a três unhas

Dieta: são carnívoras, alimentando-se de caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados triturados com ajuda dos músculos poderosos da mandíbula

Estimativa mundial da população: 60 mil fêmeas em idade reprodutiva

Curiosidades: No Brasil, as áreas prioritárias de desova estão localizadas no norte da Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e Sergipe.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A dança das olivas

Noites escuras, permeadas por ventos fortes e marés cheias, podem esconder um dos comportamentos mais incríveis e enigmáticos dentre as espécies de tartarugas marinhas.



Tartaruga oliva protegendo seu ninho

As praias cortadas por rastros e sinalizadas com estacas brancas, marcadoras de ninhos, pode não chamar atenção se você não for um observador curioso. Noites escuras, permeadas por ventos fortes e marés cheias, podem esconder um dos comportamentos mais incríveis e enigmáticos dentre as espécies de tartarugas marinhas: a desova da tartaruga oliva (Lepidochelys olivacea). Se tiver sorte e o privilégio de acompanhar esse momento, você vai se surpreender: as olivas sabem dançar.


Mesmo sendo pequenas, as olivas depositam grande quantidade de ovos - cerca de 100 a cada postura - e completam a desova com muita rapidez. Depois elas dançam para cobrir o ninho. Sendo uma das menores e mais leves tartarugas marinhas do mundo (média de 42kg de peso e 73cm de comprimento de casco), na hora de fechar o ninho batem as laterais da carapaça para garantir a compactação da areia e a proteção dos ovos. E assim que a dança acaba, voltam logo, com pressa, para o mar. As outras espécies, que são maiores e mais pesadas, não precisam desse recurso, pois o próprio peso sobre o ninho já garante a compactação da areia.


Se não for oliva e dançar durante a desova pode ser uma tartaruga suspeita de hibridismo. As análises laboratoriais comprovaram as observações registradas em campo: cerca de 30% das tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) amostradas em Sergipe possuem herança genética de olivas. As fêmeas de oliva acasalaram com os machos de cabeçuda e a habilidade da dança foi herdada pelas filhas híbridas.

Esse percentual de hibridismo pode ser um reflexo da densidade de desovas registradas por espécie em Sergipe: 80% a 85% de olivas (Lepidochelys olivacea); 10 a 12% de cabeçudas (Caretta caretta); 2% a 3% de pente (Eretmochelys imbricata) e o restinho de verdes (Chelonia mydas).

As tartarugas oliva podem atingir a maturidade sexual entre os 10 e 18 anos e apresentar ciclo reprodutivo anual. Além da fidelidade às praias sergipanas e baianas, também são fiéis ao trecho da praia. Os eventos reprodutivos ocorrem sempre próximos uns dos outros, não aleatoriamente, com mais precisão entre desovas consecutivas.


A maioria desova apenas uma vez ao longo da temporada, mas há registros de até três posturas no ano. O intervalo entre uma desova e outra (conhecido como intervalo internidal) dura cerca de 21 dias. Durante este período elas não ficam paradas. As olivas abordadas em reprodução em Sergipe e rastreadas por satélite ocuparam uma área aproximada de cinco mil quilômetros quadrados ao longo da plataforma continental, praticamente todo o litoral de Sergipe. Tal fato comprova que não resultam do acaso a capacidade de orientação e o retorno ao mesmo trecho de praia para nova postura.

Na temporada reprodutiva de 2010/2011, as olivas totalizaram mais de 6.800 desovas e quase 290 mil filhotes nas praias da Bahia e Sergipe. Esses resultados colocam o Brasil em um ranking de importância especial dentre os sítios de desovas de olivas do Atlântico oeste. Estudos genéticos estão em curso para confirmar a existência de fluxo gênico entre as populações do Suriname e Guiana Francesa. Essa possibilidade pode estar associada à recente colonização do Atlântico.

Pesquisadores do Tamar participam de programa de monitoramento por satélite na Colômbia

Nessa viagem de intercâmbio, os pesquisadores participaram de oficinas com funcionários do Parque Nacional Natural Gorgona e estudantes, e fizeram palestras sobre o trabalho do Tamar no Brasil. 


Os pesquisadores mostraram o trabalho do tamar no Brasil, incluindo a experiência com o monitoramento por satélite

O oceanógrafo Claudio Bellini e o engenheiro de pesca César Coelho, ambos do Projeto Tamar, acabam de participar do programa de monitoramento de tartarugas marinhas por satélite, no Parque Nacional Natural Gorgona, Colômbia, realizado pelo Centro de Investigação para o Manejo Ambiental e Desenvolvimento-Cimad, dirigido pelo Dr. Diego Amorocho. Nessa viagem de intercâmbio, os dois pesquisadores participaram de oficinas com funcionários do Parque e estudantes e fizeram palestras sobre o trabalho do Tamar no Brasil, incluindo sua experiência com o monitoramento por satélite.


O Parque Nacional Natural Gorgona foi criado em 1985, na ilha oceânica de Gorgona, que entre 1959 e 1982 foi uma colônia penal de segurança máxima. Tem aproximadamente 24km2 e fica a 70km do continente, a sudoeste da cidade de Guapi. Antes de ser descoberta pelo espanhol Francisco Pizarro, em 1527, Gorgona era habitada por diversas tribos indígenas, que deixaram alguns petroglifos e um sítio cerimonial chamadoEl Templete.

Com uma rica fauna e flora de floresta úmida, registra um dos mais altos índices de pluviosidade, aproximadamente 8.000 mm/ano. Abriga baleias jubarte, corais, lagartos, aves, cobras e tartarugas marinhas das seguintes espécies: Chelonia mydas e sua subspécie agassizii, conhecidas como tortuga verde e tortuga niegra, respectivamente; Eretmochelysimbricata; Caretta caretta; e Lepidochelys olivacea.

Apesar da pressão constante da pesca sobre as tartarugas e da população carente da cidade de Guapi sobre os recursos naturais da ilha, o bom estado de conservação do Parque Nacional chamou a atenção dos pesquisadores do Tamar.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas alcançou novo recorde

 
Sai balanço final da temporada reprodutiva  no continente

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas, encerrada agora no primeiro semestre. 

Filhotes de tartaruga cabeçuda são devolvidos ao mar de Arembepe/BA

A Coordenação Nacional do Projeto Tamar/ICMBio acaba de divulgar os resultados finais da 30ª temporada reprodutiva das tartarugas marinhas (2010/1011), encerrada agora no primeiro semestre. Os dados apontam para novos recordes, só no continente: cerca de 18.200 ninhos registrados e protegidos, gerando aproximadamente 1 milhão e 250 mil filhotes que chegaram ao mar em segurança. Isso representa um aumento de 20% em relação à temporada reprodutiva anterior.


Esses resultados referem-se à temporada no continente, nas áreas de reprodução. As ilhas estão fora, assim como áreas de alimentação, onde não há desovas, como Ubatuba e Ceará, por exemplo. Os avanços anunciados pela coordenadora técnica nacional do Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi, resultam do trabalho de conservação realizado através de 16 bases de pesquisa instaladas em áreas prioritárias de desova monitoradas no litoral de cinco Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Espirito Santo, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. 


Durante a temporada, entre setembro e março, foram flagradas 1.614 fêmeas em processo reprodutivo, incluindo indivíduos marcados em temporadas anteriores (535 fêmeas) e encontrados pela primeira vez (1.079 fêmeas). O esforço de marcação resultou no flagrante de 2.081 fêmeas em processo reprodutivo. Além da marcação e coleta de dados biométricos, foram recolhidas amostras de pele para estudos genéticos.


Novos aliados - Graças à continuidade dos esforços de educação ambiental, envolvimento comunitário e aprimoramento do monitoramento das praias, conseguiu-se manter mais de 70% dos ninhos no local original de postura escolhido pela fêmea (ninhos in situ), estratégia de conservação considerada ideal para as desovas de tartarugas marinhas.


Somente os ninhos sob risco de predação humana ou animal, ação da maré, ou localizados em áreas urbanizadas foram transferidos para os cercados de incubação, expostos às condições climáticas naturais, ou para trechos seguros de praia.

Os cercados protegem as desovas, mas não representam um recurso ideal. Mesmo assim, ressalta a coordenadora nacional do Tamar, têm excelente aproveitamento do ponto de vista da educação e sensibilização da sociedade, pois possibilitam a milhares de pessoas vivenciaram o nascimento das tartaruguinhas e seu caminho até o mar, inclusive em solturas programadas nas praias. São ações interativas que acabam conquistando novos aliados na defesa das tartarugas marinhas.

Às Estrelas


The Most Astounding Fact
O Fato Mais Importante (Legendado)

PET



Medicamentos - Descarte Consciente


Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.