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sábado, 8 de outubro de 2011

Nova Zelândia condena Japão por retomada de caça a baleias



O governo da Nova Zelândia condenou uma decisão tomada na terça-feira pelo Japão, de retomar a caça a baleias na Antártida ainda em 2011.

O governo neozelandês descreveu o mar em volta da Antártida como sua vizinhança e chamou os planos de caça do Japão de desrespeito.

A última temporada de caça a baleias do Japão foi abreviada depois de vários confrontos com ambientalistas em alto mar.

Há um veto de 25 anos à caça comercial de baleias, mas o Japão caça cerca de mil desses animais por ano, sob a justificativa de que a iniciativa é parte de um programa de pesquisas.

Japão anuncia polêmica retomada de caça a baleias na Antártica



O governo do Japão confirmou nesta terça-feira que promoverá sua tradicional temporada de caça a baleias na Antártica neste ano, em anúncio que deve despertar reações de ativistas.

O ministro da Pesca, Michihiko Kano, disse que os navios baleeiros japoneses contarão com proteção extra, para evitar confrontos com opositores da caça.

No ano passado, a ação dos ativistas forçou o Japão a antecipar o fim da temporada de caça.

O anúncio desta terça foi criticado pela Austrália, que questiona a caça promovida pelo Japão na Justiça internacional.

"Há amplas preocupações na comunidade internacional quanto ao programa de caça do Japão e apelos para que ele seja extinto", declarou o chanceler Kevin Rudd, agregando que a Austrália segue firme "na oposição à caça comercial de baleia, incluindo a suposta caça científica (promovida pelo) Japão".

Há um veto de 25 anos à caça comercial de baleias, mas o Japão caça cerca de mil desses animais por ano, sob a justificativa de que a iniciativa é parte de um programa de pesquisas.

Japão desenvolve turbina eólica que triplica a geração de energia

Nova tecnologia eólica pretende triplicar produção de energia

Toda a estrutura soma 112 metros de diâmetro

Pesquisadores da Universidade de Kyushu, no Japão, desenvolveram uma turbina eólica que tem capacidade de produzir três vezes mais energia do que as atuais. A nova tecnologia, que já possui alguns protótipos em fase de testes no centro acadêmico, é chamada de Lente Eólica.

Segundo o líder da pesquisa, Yuji Ohya, os geradores têm a vantagem de não causarem tanta poluição sonora como os convencionais. Toda a estrutura soma 112 metros de diâmetro.

O produto irá reduzir o preço da eletricidade eólica

O modelo consiste em um anel e circunscreve a área das pás dos geradores, que têm a função de acelerar o fluxo de ar nas lâminas. Com este processo, o sistema gera de duas a três vezes mais energia do que as turbinas comuns.

Os pesquisadores afirmaram que o produto irá reduzir o preço da eletricidade eólica. A estrutura entraria em competição com o carvão e fontes nucleares e os custos da energia alternativa seriam menores.

O produto está em fase de teste

O design do produto foi criado na Exibição Internacional de Energias Renováveis de Yokohama, em 2010.

De acordo com especialistas, nos Estados Unidos, seria preciso ter uma área disponível de pelo menos 440 mil km2, equivalente a 25% do estado do Alaska para o desenvolvimento de novas tecnologias.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Panasonic planeja “cidade inteligente e sustentável" no Japão


 

A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde.

O presidente da Panasonic, Fumio Ohtsubo anunciou na semana passada que está trabalhando em conjunto com mais oito companhias para construir uma cidade “inteligente e sustentável” no Japão chamada Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST). O plano é que utilizem antigos complexos de fábricas da própria empresa. A cidade que poderá abrigar mil casas, espalhadas por 200 mil metros quadrados, ficara pronta até 2014.

A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tóquio,faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela empresa Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” será a consciência energética e ecológica.

A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde. Isso contribui para que estas construções sejam mais valorizadas.

Nos telhados das casas será embutida uma tecnologia de painéis solares, que fornecem energia para a casa e ainda armazenam a energia não-utilizada em uma bateria, própria para este fim, na própria casa.

Já os transportes serão compostos de veículos elétricos. Toda a cidade terá sensores em rede que controlarão a iluminação pública e irão garantir que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” local.

Outra ideia é criar um "eixo verde", com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.

No site da Panasonic, eles explicam que “o projeto busca criar uma cidade inteligente, que está ligada às redes de energia e de dados desde o início. Através destas iniciativas, a cidade como um todo visa reduzir as emissões de CO2 em 70 %, em comparação aos níveis de 1990”.

A cidade sustentável foi inteiramente planejada a partir de tecnologias verdes modernas. Pretende-se com ela criar outras comunidades tanto no Japão com em outros países, com base neste modelo. O objetivo da Panasonic é receber os moradores de março de 2014 até 2018. 
 Confira o vídeo sobre a cidade:

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Após tragédia no Japão, Alemanha anuncia fechamento das usinas nucleares até 2022

Após tragédia no Japão, Alemanha anuncia fechamento das usinas nucleares até 2022
Ativistas do Greenpeace penduraram um banner no Portão de Brandeburgo, cartão postal de Berlim, em protesto contra a energia nuclear/Foto: Günter Vogel/Greenpeace Hamburg/Foto: GreenpeaceHH

O ministro alemão do Meio Ambiente, Norbert Rottgen, anunciou nesta segunda-feira, 30 de maio, que todas as usinas nucleares do país serão desativadas até 2022. A chanceler Angela Merkel criou uma comissão de ética para analisar a energia nuclear após o desastre ocorrido na usina japonesa de Fukushima.

A Alemanha foi palco de protestos contra a energia nuclear depois do grande terremoto e o tsunami que danificaram a usina japonesa e provocaram um dos maiores desastres nucleares da história.

Rottgen afirmou que os sete reatores mais antigos do país, que já estavam parados por uma moratória determinada pelo governo, além da Usina Nuclear Kruemmel, não serão reativados. Além disso, mais seis reatores devem ser desligados até 2021, e os três mais novos devem ser desativados em 2022.

“É definitivo. O fim das últimas três usinas nucleares será em 2022. Não haverá cláusula para revisão”, garantiu o ministro. Antes da reunião que decidiu pelo fechamento das usinas nucleares, Merkel advertiu que muitas questões ainda têm que ser consideradas.
Se você quer deixar algo, também tem que provar como a mudança vai funcionar e como podemos garantir o fornecimento duradouro de energia sustentável - Angela Merkel, chanceler alemã.

Antes da moratória nas usinas nucleares decretada em março, após o acidente em Fukushima, a Alemanha dependia da energia nuclear para 23% de seu suprimento.

A onda de protestos contra a energia nuclear na Alemanha fortaleceu o Partido Verde, que no fim de março venceu as eleições locais em Baden-Wuerttemberg, antes controlada pelo Partido Democrata Cristão, de Merkel. No último fim de semana, milhares de alemães foram às ruas pedir o fim da energia nuclear no país. Ativistas do Greenpeace penduraram um banner no Portão de Brandeburgo, cartão postal de Berlim, em protesto contra o uso dessa fonte energética.
Fontes: BBC Brasil, Reuters e EcoD

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