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sábado, 1 de outubro de 2011

Senador diz que “Muita gente legisla sobre Amazônia” sem conhecer a região


Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, José Luís Shafer lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema

BOA VISTA – Durante a audiência desta quinta-feira, em Brasília, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que o novo Código Florestal não pode ser uma lei que dê tratamento uniforme para todo o país, devido à diversidade e às especificidades regionais. Ao propor um tratamento diferenciado para a Amazônia, ele lembrou que a região abrange cerca de 60% do território nacional e não é constituída por um único ecossistema.

Opinião semelhante foi manifestada por Acir Gurgacz. O deputado estadual do Acre José Luis Shafer (PDT), também presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), é um dos que defendem tanto a aprovação do novo Código Florestal como a existência de legislações estaduais sobre o tema. O mesmo raciocínio foi apresentado pelo deputado estadual de Roraima Mecias de Jesus (PR), presidente do Parlamento Amazônico.

Ele disse que a Amazônia tem de ser tratada de forma diferenciada, e observou que “muita gente legisla sobre a Amazônia sem conhecê-la”.

- Em Roraima, por exemplo, grande parte da cobertura vegetal não é de floresta amazônica, mas mesmo assim a legislação trata genericamente o tema.

Por isso, ficamos impedidos de promover a cultura de cana-de-açúcar, dentre outras, em um ambiente em que não seria necessário desmatar uma árvore sequer – disse Mecias.Também favorável à maior autonomia para os estados, o senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou a atuação do governo federal e afirmou que, atualmente, não há segurança jurídica quanto ao assunto.

Ele criticou ainda instituições como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que, segundo ele, chega a cobrar multas de alto valor de agricultores que não teriam condições de pagá-las.

Contraponto

Em contraste com a maioria dos presentes, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que, de acordo com a Constituição, os estados não deveriam legislar sobre essas questões, “mesmo quando se trata de biomas específicos”.- E o Supremo Tribunal Federal tem decidido isso de forma reiterada – reforçou.Ex-procurador da República, Pedro Taques argumentou que “o ideal é que o Código Florestal estabeleça normas gerais e, ao mesmo tempo, estabeleça normas gerais que atendam aos biomas diferenciados”.

Rede Amazônia

O peixe-boi da Amazônia pode desaparecer devido ao comércio ilegal de sua carne


Pesquisas tentam salvar peixe-boi da Amazônia da extinção



Peixe-boi da Amazônia é espécie ameaçada de extinção

O peixe-boi da Amazônia é o maior mamífero de água doce do Brasil: pode alcançar até três metros de comprimento e pesar cerca de 500 quilos. É herbívoro e alimenta-se de plantas aquáticas e subaquáticas. Sua coloração, que varia do cinza-escuro ao negro, dificulta que sejam vistos e estudados pelos pesquisadores em seu habitat. Cada fêmea de peixe-boi tem apenas um filhote por gestação - que pode mamar até dois anos –, o que também torna delicada a perpetuação da espécie. 

Esses animais têm um papel importante na natureza, porque ajudam a fertilizar a água dos rios com os nutrientes encontrados em suas fezes e urina, além de contribuírem para o controle biológico de plantas aquáticas. 

Pesquisa procura descobrir os hábitos alimentares do peixe-boi

No entanto, o peixe-boi da Amazônia pode desaparecer devido ao comércio ilegal de sua carne, couro e gordura. Na região do Parque Nacional de Anavilhanas, que abrange os municípios de Manaus e Novo Airão, no Amazonas, o quilo da carne é vendido a nove reais. 


A carência de efetivo dos órgãos ambientais dificulta a fiscalização e coibição desta atividade ilegal. Sem falar no desmatamento, que altera as características dos rios, e contribui para que o peixe-boi esteja nas principais listas de espécies em risco de extinção. 

O que pode ajudar esses animais tão vulneráveis, é o trabalho de pesquisa científica realizado na Amazônia. Colher dados sobre essa espécie não é tarefa fácil. A maior quantidade de dados que se tem até hoje sobre o peixe-boi vem da observação realizada em cativeiro. 

A coleta de dados sobre a espécie

Pesquisadora faz avistamentos da espécie em seu habitat,
 o que ajuda a definir o tamanho da população de peixe-boi 

Desde 2003, o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) pesquisa esse animal no Parque Nacional de Anavilhanas. As dificuldades iniciais para monitorar o peixe-boi em seu habitat, fez com que o projeto tivesse que ser reformulado. 

Em 2010, ele ganhou novas diretrizes e também um novo nome, passando a se chamar Projeto Iaras – Conservação do Peixe-Boi Amazônico no Baixo Rio Negro, ganhando foco não apenas em pesquisa, mas também em educação ambiental. 

Em pouco mais de um ano, os pesquisadores conseguiram 30 registros de alimentação, sendo mais de dez itens diferentes e a maioria cipós. Com esses dados, é possível entender como o peixe-boi utiliza a paisagem, o que pode no futuro ajudar a criar estratégias para a sua conservação. 

Avistamentos nos rios são feitos com barco a remo e com o uso de sonar 

Em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, o IPÊ desenvolve uma metodologia que utiliza sonares de alta definição para localizar o peixe-boi. “Com essa metodologia pretende-se aumentar o número de registros da espécie, e desta forma, incrementar nosso conhecimento a respeito da espécie, especificamente sobre o uso da paisagem e tamanho populacional do peixe-boi amazônico na região”, explica a ecóloga Cristina Tófoli, coordenadora do projeto.

Para obter registros da espécie, hoje os pesquisadores do IPÊ fazem incursões a barco pelo Parque Nacional de Anavilhanas, que possui 350 mil hectares. “É um desafio, porque para os avistamentos é necessário percorrer a área a remo, evitando que o som do motor do barco espante os animais”, conta Tófoli. 



A partir dessas incursões são delimitadas as áreas - transecções lineares – que serão percorridas com o sonar e o barco para avistar o peixe-boi. Depois de coletados esses dados, e com o auxílio de softwares especializados, será feito o calculado do tamanho populacional na região.

Educar para preservar

Para conter a degradação de uma espécie, é preciso mais do que pesquisa. A educação ambiental auxilia na disseminação do conhecimento, fator importante para a conservação. 

Na região do Parque Nacional de Anavilhanas são realizadas oficinas nas comunidades ribeirinhas, com informações sobre a biologia e a ecologia do peixe-boi amazônico, e também sobre as principais ameaças a sua sobrevivência.

Essas informações têm estimulado o Turismo de Base Comunitária, que é uma das maiores oportunidades de geração de renda para as comunidades. “A população é incentivada a inserir seu conhecimento tradicional a respeito do peixe-boi e de outras espécies amazônicas durante a realização de trilhas e viagens de barco, numa troca enriquecedora de informações entre pesquisadores e ribeirinhos”, conta a coordenadora do projeto.


Mobilidade Suave - JCDecaux chega aos 200 milhões de ciclistas urbanos em todo o mundo


http://mobilidadesuave.org


A JCDecaux, empresa de comunicação exterior e que gere serviços de locação de bicicleta, anunciou hoje que chegou aos 200 milhões de alugueres deste serviço em todo o mundo.

“Após oito anos de experiência internacional, as 47 mil bicicletas em livre serviço (BLS) da JCDecaux e as suas 3800 estações estão implementadas em 67 cidades de dez países da Europa e Ásia Pacífico”, divulgado num comunicado de imprensa enviado pela JCDecaux às redacções.


“Estes 200 milhões de aluguéis refletem o entusiasmo crescente dos cidadãos para com este modo de deslocação suave, um fenómeno que corrobora a taxa média de progressão das locações entre o primeiro semestre de 2010 e de 2011, que é de 20%”, acrescentou a multinacional francesa.


Em 2010, por outro lado, as bicicletas da JCDecaux pouparam 31.554 toneladas de CO2.

A JCDecaux instalou o seu primeiro sistema de aluguel de bicicletas em Viena, na Áustria, em 2003, e desde então os seus sistemas de BLS fazem parte do mobiliário urbano fornecido às cidades.

“O êxito das bicicletas em livre serviço da JCDecaux tem como objetivo a democratização deste serviço, facilitando a utilização do mesmo: tarifas adaptadas, pagamento por cartão bancário, combinado com a carta de transportes das cidades, facilidade de acesso à assinatura (via Internet), proximidade das estações”, concluiu a empresa.

Estas são algumas das cidades em que a JCDecaux gere o sistema de partilha de bicicletas:


Viena (2003)

Gijon (2003)

Córdoba (2003)

Bruxelas (Março 2009)

Sevilha (Julho 07)

Luxemburgo (Março 08)

Santander (Set 08)

Dublin (Set 09)

Toyama (Março 2010)

Valença (Junho 2010)

Göteborg (Agosto 2010)

Brisbane (Out 2010)

Liubliana (Maio 2011)

Lyon (Maio 05)

Paris (Julho 07)

Paris Subúrbio (Março 2009))

Besançon (Set 07)

Mulhouse (Set 07)

Marseille (Out 07)

Toulouse (Nov 07)

Rouen (Dez 07)

Amiens (Fevereiro 08)

Nantes (Maio 08)

Nancy (Set 08)

Cergy (Março 09)

Plaine Commune (Jun 2009)

Créteil (Abril 2010)


O sistema de bicicletas partilhadas de Washington, Capital Bikeshare, tem perto de três anos tendo começado a operar com cerca de 120 bicicletas. Entretanto o sistema expandiu-se significativamente para 1.100 bicicletas distribuídas por 110 estações de recolha, estando previstas 265 novas bicicletas e 18 estações até ao Outono.


Às Estrelas


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Google Street View - Dados cartográficos

A gigante de couro pode atingir dois metros de comprimento e pesar até 750 kg.