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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em crise de extinção, 15 espécimes são reencontradas

Durante uma busca que durou cinco meses e percorreu nada menos do que 21 países, pesquisadores redescobriram 15 espécies que eram dadas como desaparecidas. Entre elas, sapos, salamandras, uma perereca e a cobra-cega do gênero Caecilia. Um dos sapos, que estava na Índia, não era visto há mais de um século.

Cientistas estimam que mais de 30% dos anfíbios estão desaparecendo por causa de um fungo que se espalhou pelo mundo na última década, uma decorrência da mudança climática e da perda de seus habitats.

Em um estudo divulgado nesta quinta-feira, conservacionistas afirmam que de dez espécies de anfíbios consideradas realmente extintas, somente uma foi reencontrada --a no Equador, chamada de sapo do rio pescado.

De acordo com o especialista em anfíbios Robin Moore, da Conservação Internacional (CI), que participou da empreitada global com o Grupo de Especialistas em Anfíbios da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês), o exemplar achado no Equador pode dar indícios que expliquem como pôde sobreviver à extinção em massa que ocorre em nível global.

"Pode ser que os sobreviventes sejam resistentes à doença por motivos genéticos ou por serem beneficiados por uma bactéria que a combata", disse Moore a agência de notícias AFP.

Brasil está perdendo biodiversidade que sequer conhece, alerta Ipea

Estudo divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o Brasil deveria ter no conhecimento e na conservação da biodiversidade uma de suas estratégias para o desenvolvimento, para aproveitar seu privilegiado capital natural. Mas o Ipea ressalta que, no que diz respeito à diversidade genética, "o conhecimento é, certamente, o mais incipiente e a pesquisa em exemplares da biodiversidade brasileira encontra-se no início".

“Se a maioria das espécies nativas é desconhecida, menos ainda se sabe acerca de seus genomas”, diz o relatório. De acordo com o Ipea, grande parte da informação está sendo irremediavelmente perdida, à medida que espécies se extinguem ou variedade interna é reduzida.

“Entre essas perdas podem estar as chaves para a cura de doenças, o aumento da produção de alimentos e a resolução de muitos outros problemas que a humanidade já enfrenta ou enfrentará. Daí a necessidade de se estimular iniciativas de valorização, pesquisa e conservação desse patrimônio”.

Conservação

O instituto, ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, afirma que, em relação à conservação da diversidade de espécies, o Brasil apresenta um nível de conhecimento e estrutura de pesquisa acima de outros países megadiversos, mas ainda assim carece de mão-de-obra especializada, como de taxonomistas (especialistas em classificação de seres vivos), diz o Ipea.

O país tem significativo potencial para descoberta de novas espécies, seja por meio da revisão do material já depositado em coleções no Brasil e no exterior, seja pela realização de inventários em regiões pouco amostradas.

O instituto ressalta que a infraestrutura e a formação de pessoal para caracterização da diversidade da de microorganismos encontram-se em estágio embrionário, o que é um entrave à sua exploração tecnológica. “Isso torna-se particularmente relevante ante a crescente importância econômica da biotecnologia, inclusive sob o ponto de vista estratégico em ciência”, comenta o estudo.

Vantagem competitiva

Aproximadamente 75% das espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção não são objeto de quaisquer medidas de manejo, a despeito das exigências contidas em normas específicas. “Considerando-se o amplo desconhecimento sobre a biodiversidade brasileira e de seus benefícios para a humanidade, e ainda a larga taxa de alteração que os biomas vêm sofrendo ao longo dos últimos anos, é bastante provável que parte considerável do capital natural brasileiro esteja sendo eliminada antes mesmo de ser conhecida pela ciência. Isso pode representar o desperdício de uma grande vantagem competitiva de nosso país, que é o uso sustentável desse patrimônio”.

O estudo defende que o potencial de perda da biodiversidade seja considerado na tomada de decisões para implementação de políticas e ações, nas esferas públicas e privadas, de forma a evitá-lo. Em relação a isso, o Ipea destaca as obras de infraestrutura e o uso do solo para as chamadas atividades produtivas, por serem, de acordo com os autores, importantes vetores associados a essa perda.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Caatinga originário do tupi-guarani, significa mata branca...

O termo Caatinga é originário do tupi-guarani e significa mata branca. Localizada em área de clima semi-árido, apresenta temperaturas médias anuais que oscilam entre 25ºC e 29ºC.

A fauna é rica, com 148 espécies de mamíferos, das quais dez são endêmicas. Entre as 348 espécies de aves, quinze são endêmicas e 20 encontram-se ameaçadas de extinção.

Em razão da semi-aridez e do predomínio de rios temporários, era de se esperar que a biota aquática da Caatinga fosse pouco diversificada. Mas já foram identificadas pelo menos 185 espécies de peixes, distribuídas em mais de cem gêneros. A maioria delas (57,3%) é endêmica.

Cerca de 100 mil hectares da chamada mata branca apresentam mostras significativas de degradação pela ação do homem na luta pela sobrevivência. As principais ações de desmatamento são as queimadas para produção de lenha e carvão e para agropecuária. A identificação de áreas e ações prioritárias para a conservação da Caatinga é um importante instrumento para a proteção de sua biodiversidade.

A Reserva da Biosfera da Caatinga gera um processo em que o governo e as comunidades trabalham juntos para a conservação e preservação do patrimônio biológico, visando a melhoria da qualidade de vida para a população do Nordeste.

A Reserva da Biosfera da Caatinga – RBCAAT, aprovada pela UNESCO em 2001, é regida pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga. Esse Conselho, paritário, possui 15 membros representantes da esfera governamental (4 do governo federal, 10 dos órgãos ambientais de cada um dos governos estaduais abrangidos pela Reserva e 1 representante dos municípios) e 15 representantes da sociedade civil (comunidade científica, moradores, empresários e organizações não-governamentais).

O Conselho é o órgão encarregado da gestão da RBCAAT, sendo responsável por sua política, doretrizes, definição de metodologias, aprovação de seus planos de ação e pelas relações oficiais com o Comitê Brasileiro do Programa MaB. Ainda fazem parte da estrutura os comitês estaduais, que coordenam a implementação da Reserva e os projetos nos respectivos estados. Eles atuam como instâncias de apoio e articulação entre o Conselho e os governos, as organizações não-governamentais, o setor científico, moradores locais e setores empresariais em cada estado abrangido pela Reserva.

A Reserva da Biosfera da Caatinga selecionará áreas-piloto para o aprendizado e demonstração na prática dos conceitos e das funções da Reserva, além da implentação de postos avançados para os projetos desenvolvidos. Destaque-se o Projeto “Cenários para o Bioma Caatinga”, coordenada pela Secretaria de Ciência, Técnologia e Maio Ambiente de Pernambuco, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e órgãos de Meio Ambiente de todos os estados do Nordeste e Minas Gerais, objetivando as ações a seguir:

Criar cenários para o Bioma Caatinga que constituem uma projeção no espaço de informações sociais, ambientais e econômicas, visando a construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável.
Elaborar um banco de dados geográficos, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, em que serão disponibilizadas informações socioambientais, políticas e econômicas, em meio digital, de acordo com as linhas temáticas prioritárias, definidas pelo Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga.
Criar um sistema de consultas que abrigará um visualizador para banco de dados geográficos com recurso de consulta e análise interativas, disponibilizado na web.

O Instituto Amigos da Biosfera da Caatinga foi criado para potencializar as ações do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga, apoiando a implantação e o fortalecimento da Reserva. Tem como principais objetivos apoiar a realização de pesquisas e cooperar com a iniciativa privada e o setor público para a incubação de novos projetos empreendedores.

Para saber mais contate:
Presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Caatinga, Alexandrina Sobreira
e-mail: asmoura@sectma.pe.gov.br
Secretário-Executivo do Conselho Nacional, Roberto Gilson da Costa Campos
e-mail: rgilson@sectma.pe.gov.br
Tel: (81)3425-0300
End. Rua Benfica, 285 - Madalena - Recife - Pernambuco
CEP: 50720-0041
www.setma.pe.gov.br

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